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Eco Moliterno assume liderança criativa da Accenture Interactive

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Eco Moliterno assume liderança criativa da Accenture Interactive

Ele deixa a vice-presidência de criação da Africa para comandar a área no braço da consultoria que comprou a brasileira AD Dialeto e lançou no País escritório da Fjord

Alexandre Zaghi Lemos
6 de fevereiro de 2017 - 9h50

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Eco Moliterno

O vice-presidente de criação Eco Moliterno está deixando a Africa, agência na qual atua há sete anos. Ele foi contratado pela Accenture Interactive, braço da consultoria que em 2015 comprou a agência brasileira de performance AD Dialeto e lançou em São Paulo um escritório da londrina Fjord, focada em design thinking e adquirida globalmente pela companhia em 2013.

Eco Moliterno estreia na Accenture Interactive em março com a missão de liderar a área criativa, fazer novas contratações para reforçar o time recém-criado e participar da reestruturação da presença da companhia na América Latina. Sua chegada é emblemática, pois se trata da primeira contratação de um criativo do primeiro escalão da publicidade brasileira pelas consultorias que têm avançado nos últimos anos sobre o mercado de comunicação. É também uma resposta à principal crítica que o mercado faz às consultorias, relativa a pouca intimidade delas com a fundamental geração de ideias criativas para as marcas.

No Brasil, a Accenture Interactive é comandada pelo português José Gonçalves, CEO da operação em toda a América Latina. Outro executivo importante é Leo Cid Ferreira, promovido no ano passado a chief strategy officer para a região e fundador e CEO da AD Dialeto, agência surgida em 2011 a partir da fusão entre a Dialeto e AD.Brazil.

Globalmente, a Accenture Interactive já é a maior rede de agências digitais do mundo, segundo o ranking Agency Report, do Advertising Age, com números relativos a 2015. No segundo e terceiro lugares, estão outros braços de consultorias: IBM Interactive e Deloitte Digital. Considerando as redes globais de todas as disciplinas, incluindo a publicidade, a Accenture Interactive foi a que mais cresceu em 2015, fechando o ano em 4º lugar, atrás apenas de Y&R, DDB e McCann. Entre as holdings globais, a colocação da Accenture Interactive também surpreende: está na sexta posição, atrás de WPP, Omnicom, Publicis Groupe, Interpublic e Dentsu, e à frente da Havas.

No ano passado, a Accenture comprou diversas agências pelo mundo, incluindo a digital japonesa IMJ Corporation e a inglesa Karmarama, uma das maiores agências criativas independentes do Reino Unido, que atende clientes como BBC, Honda e Unilever.

A Accenture Interactive é área de comunicação da Accenture Digital, que foi criada em 2013 para abarcar as divisões da consultoria focadas em analytics, mobility e interactive. Além da área Digital, a Accenture conta com outras quatro unidades: Estratégia, Consultoria, Operações e Tecnologia.

Em 2015, a Accenture Digital intensificou seu plano de expansão no Brasil, realizando movimentos com o objetivo de expandir a entrega de negócios online – analytics, marketing digital e mobilidade. Comprou a agência de performance AD Dialeto e a Gapso, especializada em sistemas de análise de dados com escritórios em Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro; lançou a operação da Fjord, focada em design thinking e adquirida globalmente pela companhia em 2013; inaugurou um Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Digital em Recife, dedicado à evolução da análise de dados e à produção digital; e investiu em um espaço dentro do Cubo, centro de empreendedorismo do Itaú e Redpoint eVentures, em São Paulo, com o intuito de fomentar projetos de startups.

Com a contratação de Eco Moliterno, a Accenture Interactive deixa clara sua disposição de disputar mercado com as agências digitais e de publicidade. Antes de ingressar na Africa, em 2010, ele foi vice-presidente de criação da Wunderman para América Latina, e, no período final dos três anos que passou no Grupo Newcomm foi transferido para a liderança do time digital da Y&R. Eco começou sua carreira como ilustrador e no ano 2000 ingressou no universo digital pela AgênciaClick, passando depois por AOL e Tesla. Em 2013, já na Africa, conquistou o Prêmio Caboré de Profissional de Criação. No ano passado, apareceu bem na pesquisa Agency Scope, que aponta os profissionais mais admirados do mercado. Eco foi o segundo mais citados pelos executivos de marketing, atrás apenas de seu chefe Nizan Guanaes, e o quarto em menções feitas pelos profissionais de agências de publicidade, atrás de Joanna Monteiro (FCB), André Kassu (CP+B) e Pedro Cruz (FCB).

ATUALIZAÇÃO: No final da tarde um comunicado oficial da Africa confirmou a informação antecipada por Meio & Mensagem. “Eco desenvolveu um grande trabalho aqui na Africa. Somos gratos a ele por todas as conquistas e o papel essencial que teve ao me ajudar a digitalizar a agência por inteiro”, afirmou Sergio Gordilho, copresidente e CCO da Africa, através do comunicado. “A Africa foi, sem dúvida, a maior experiência da minha vida profissional até hoje. Agora, assumo novos desafios em um outro tipo de empresa, mas levo comigo todos os ensinamentos da melhor escola de criação que já tive”, acrescentou Eco Moliterno, também no comunicado oficial.

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