Coca-Cola usa protestos em comercial

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Coca-Cola usa protestos em comercial

Curta menção em adaptação local de ?Câmeras da felicidade? associa manifestações a esperança


18 de julho de 2013 - 5h33

Desde a terça-feira 18 a Coca-Cola veicula em TV aberta e fechada do País uma versão do comercial (e case) internacional “Câmeras da felicidade” com uma cena dos protestos que ocorrem no Brasil desde o mês passado. Num deles, um painel da marca instalado na avenida Paulista foi queimado pelos manifestantes.

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Ao longo do comercial, que tem como trilha sonora a música “Give a little bit”, de Roger Hodgson (vocalista do Supertramp, banda que gravou a canção nos anos 1970), são exibidas cenas positivas captadas por câmeras de segurança (em contraposição às usuais situações ruins documentadas).

Quando o filme está prestes a acabar – entre os segundos 19 e 22 – uma cena dos protestos brasileiros aparecem com a legenda “esperança”. Ao final, o consumidor é convidado a compartilhar suas razões para acreditar com a hashtag #todomundo. A adaptação ao mercado brasileiro ficou a cargo da W+K. Assista abaixo.

O comercial menciona os protestos de maneira mais discreta do que a recente campanha da Folha de S.Paulo, cujo comercial é todo baseado em imagens das manifestações captadas pelas lentes de seus fotógrafos. 

Roadshow da felicidade
A versão original do comercial foi criada pelo escritório argentino da Wunderman e produzida pela Landia. Lançada em 2012, deu origem a uma avalanche de compartilhamento nas redes sociais que extrapolaram o mercado argentino, passou pelo Brasil e chegou às páginas de usuários de outros países – o que desencadeou, a exemplo de outras estratégias de marketing da empresa, adaptações para alguns mercados locais. O desempenho do filme em festivais de publicidade, no entanto, foi tímido. Em 2012, conquistou uma Prata em Cannes na categoria Film (mas em Creative Effectiveness não chegou ao shortlist). Neste ano, amealhou uma Prata no Clio e um Bronze no One Show. 

Assista, abaixo, a versão original (da Argentina, em inglês), a portuguesa e a alemã.

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