Estudo revela insights sobre futuro da influência

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Estudo revela insights sobre futuro da influência

Desenvolvida a partir de uma parceria entre Youpix e Box1824, pesquisa ajudar a definir conceito de influenciador e projeta próximos passos desse ecossistema

Renato Rogenski
11 de novembro de 2019 - 16h50

(Crédito: metamorworks/istock)

Em parceria com o Youpix, a consultoria Box1824 desenvolveu o estudo “O Futuro da Influência”. O objetivo foi o de traçar um panorama do ecossistema de influenciadores e, a partir dele, não apenas entender quais são os impactos desses personagens no jogo da comunicação, mas de que maneira esse mercado deve evoluir nos próximos anos, pautando comportamentos, marcas e até mesmo modelos e estratégias de negócio.

Por meio de uma metodologia conceituada pela Box1824 como Digital Invasion, 25 influenciadores foram utilizados como ferramenta de um estudo que inclui análise de discurso, comportamento, agendas e relações com marcas no ambiente da web. De acordo com Henrique Diaz, diretor de projetos da empresa, a imersão em cada perfil exige a observação do comportamento de mais outros 100 ou 150 perfis que se relacionam com esses influenciadores.

Antes de tentar entender o futuro, no entanto, o estudo fez um mapeamento do presente, incluindo os parâmetros que definem quem é um influenciador de verdade. “Influência é transformar um pensamento em ação. Não é só inspirar, mas causar uma mudança concreta. É a habilidade que as pessoas têm de dar forma para a decisão do outro”, conta Paula Englert, CEO da Box1824.

“Influenciar é diferente de evidenciar, e as pessoas confundem isso muito” – Paula Englert, CEO da Box1824

Em sua visão, há poucos influenciadores, de fato, e muitos “evidenciadores”, que são as figuras com enorme audiência, muito potencial de alcance e que atingem diversos universos, mas que estabelecem maior distanciamento da audiência e consequentemente menor potencial para influenciar. “Influenciar é diferente de evidenciar. E as pessoas confundem isso muito. Quando falamos de evidência, a audiência importa muito. E isso tem um mega valor, no universo de mídia. O problema é que as pessoas tentam fazer uma coisa fazendo outra, e daí não chegam onde elas precisam”, afirma.

Em sua concepção, a influência, na grande maioria dos casos, está na baixa audiência, porque ela se dá no âmbito da intimidade. “Ela vem pela confiança”, defende. Após essa redefinição sobre os parâmetros de influência, o estudo também gerou insights para projetar como o ecossistema de influenciadores deve evoluir nos próximos anos. Confira:

Backlash digital
Um dos caminhos possíveis, quando o assunto é o futuro da influência, seria um recuo na relação com influenciadores digitais. “Essa influência realmente vai para o lugar do invisível absoluto, onde as pessoas se desconectam do mundo digital e a influência só se dá no âmbito humano, no one to one, com as pessoas que a gente conhece. É quase um medo dessa coisa toda que vivenciamos hoje”, diz Paula.

Meta influência
Neste caso, a inteligência artificial pauta a influência, baseada no próprio comportamento das pessoas. “É a tecnologia dizendo: a gente conecta você com o seu subconsciente, e traz uma versão melhorada de você. É mais ou menos o que faz Netflix ou Spotify elevado a enésima potência”, afirma a CEO da Box1824.

Influência terceirizada
Nesse estágio, as pessoas começam a usar a inteligência artificial para terceirizar decisões. “Quando o 5G chegar ao Brasil, o seu Alexa vai falar com a geladeira, que vai falar com o Rappi e tá tudo certo. E eu não vou determinar isso, porque já um hábito pré-definido. Quando eu me levantar da cadeira, o meu 99 já sabe que eu vou embora e já chama o meu táxi. Então vai rolar a automatização da decisão de muitos campos da vida, onde o futuro da Influência são seres digitais movidos por inteligência artificial”, explica Paula.

Influência híbrida
Outro insight para o futuro, segundo o estudo, é o equilíbrio entre pessoa e máquina e a consciência e maturidade no uso da tecnologia. “Eu vejo no futuro uma ressaca do uso excessivo da tecnologia ou mesmo o fim do deslumbre, e isso vai inaugurar uma era mais tranquila, mais equilibrada”, diz a executiva

Influência conversível
Aqui, segundo a pesquisa, todos os canais e plataformas de conteúdo e social serão também marketplaces. “A mídia será o próprio ponto de venda. Tudo vai ser varejo. Você está assistindo conteúdo e comprando em tempo real os elementos inseridos naquele conteúdo”, finaliza Paula.

Imagem de topo: Drew Graham/ Unsplash

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