Com menos jobs, freelancers sofrem com insegurança

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Com menos jobs, freelancers sofrem com insegurança

Plataforma Creators mapeou os impactos da pandemia sobre profissionais independentes, como a queda drástica de projetos e dificuldades em prospectar clientes

Karina Balan Julio
2 de junho de 2020 - 6h00

Em meio à pandemia, freelancers brasileiros estão sofrendo com a insegurança financeira, projetos cancelados e a dificuldade de prospectar novos clientes. É o que mostra a pesquisa “Freelancer durante a pandemia: e agora?”, realizada pela plataforma digital Creators, que conecta profissionais independentes a empresas e é uma das RH Techs escolhidas para o programa de aceleração do Google Brasil neste ano. 

Com o objetivo de entender as realidades e desafios do trabalho independente durante a pandemia, a startup consultou, entre os dias 17 e 29 de abril, 457 profissionais que residem no Brasil e atuam como freelancers em tempo integral.

A grande maioria dos respondentes, 95%, estão cumprindo a quarentena em casa. Para essa categoria, o desafio não é se adaptar ao home office, mas, sim, arcar com o impacto financeiro da pandemia. 

“Esses profissionais sempre trabalharam de forma muito independente. O que as pessoas falam sobre a adaptação ao home office, na verdade faz parte da vida normal de um freelancer. O desafio para eles é rever seu caixa e passar por esse momento difícil com menos jobs e sem suporte”, analisa Nohoa Arcanjo, cofundadora da Creators.

A redução drástica de novos projetos e cancelamento de jobs que já estavam acordados estão entre as principais preocupações dos profissionais. Segundo o estudo, 75% dos respondentes tiveram projetos cancelados, e apenas 43% dos freelancers em tempo integral estão trabalhando atualmente. Apenas 32% seguem fazendo reuniões e orçamentos para novos projetos. Muitos também relatam o adiamento de pagamentos como um fator de ansiedade. 

 

(crédito: Creators/ divulgação)

Reservas e despesas

De acordo com o levantamento, mais da metade dos entrevistados, 55%, contam com reserva financeira, mas 43% destes esperam que suas economias vão acabar até julho.  Ainda, 44% pagam por um plano de saúde. 

O fator financeiro é uma preocupação em particular para os freelas, já que, além de enfrentarem a insegurança em relação aos jobs, não têm acesso a políticas públicas que os apoiem. A Creators afirma que muitos freelancers de sua base já sentem dificuldade em financiar custos básicos como alimentação, saúde e moradia. Os que contam com reserva, por sua vez, seguem contendo despesas. 

 

(crédito: creators/ divulgação)

Momento de se reinventar

Mesmo abalados pelo momento, muitos freelancers aproveitam o isolamento para se capacitar ou investir em projetos paralelos. Cerca de 30% estão aprendendo novas habilidades para tornar seu perfil mais atrativo para o mercado, e 69% estão dedicados a iniciativas pessoais, sendo que 28% destes estão focados nas áreas de artes, cinema e música. 

Áreas de maior demanda

Apesar da queda geral de fluxo de contratação de freelancers desde o início da pandemia, a Creators notou um aumento na procura por algumas funções. Houve aumento de 61% na procura por community managers e de 53% por desenvolvedores, em relação ao primeiro trimestre de 2020. A demanda por diretores de arte e copywriters também continua alta. 

Apesar da retração econômica colocar muitos freelancers na espera por jobs, o formato de contratação por projetos tende a ganhar mais espaço no pós-pandemia, especialmente entre agências buscando redução de custos fixos.

“Sempre foi um desafio para agências manterem muitas especialidades dentro de casa, e agora vão precisar de habilidades específicas para projetos pontuais”, analisa Rodrigo Allgayer, também cofundador.

Considerando a base total de freelancers full-time da Creators, 32% atuam com design; outros 18% com conteúdo; e 16% com eventos. 

A plataforma operava há três anos sob o nome Nosotros, de forma não oficial, e em março se reposicionou como Creators. A empresa intermedeia a relação entre freelancers, agências e outras empresas, fornecendo contratos digitais, suporte jurídico e mediação de pagamentos para freelancers. A pesquisa pode ser acessada na íntegra neste link.

 

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