Pessoas com deficiência estão em 1% da publicidade na TV

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Pessoas com deficiência estão em 1% da publicidade na TV

Embora representem 26% da população dos EUA, grupo da população não está representando nas campanhas, segundo a Nielsen


20 de agosto de 2021 - 6h00

Por Jack Neff, do Advertising Age

Segundo uma nova pesquisa da Nielsen, enquanto 26% das pessoas nos Estados Unidos possuem deficiências, apenas 1% dos anúncios de TV os mostram. Em sua metodologia, a Nielsen baseou seu número de pessoas com deficiência nos dados do Centers for Disease Control e seu número de anúncios em uma análise de mais de 450.000 anúncios em horário nobre que foram transmitidos na TV em fevereiro.

 

(Crédito: Marcus Aurelius/Pexels)

O marketing para pessoas com deficiência ganhou nova atenção nos últimos tempos, com a Unilever tendo vencido o Grand Prix de Innovation no Cannes Lions pelo desenvolvimento de desodorante para pessoas com deficiência visual e superior do corpo (o case foi criado na Argentina) e a Schick lançando uma campanha de mídia social em torno de sua navalha. E agências como a Wunderman Thompson, da WPP, e Interbrand, da Omnicom, lançaram unidades especializadas com o objetivo de atender às necessidades das pessoas com deficiência. A Nielsen também documentou recentemente um grande aumento na programação de entretenimento mostrando pessoas com deficiência ao longo dos anos.

Mas isso não mudou os retratos da publicidade, diz a Nielsen. Os gastos com anúncios, incluindo pessoas com deficiência ou com temas relacionados à deficiência, totalizaram quase US$ 57 milhões em fevereiro, mas quase metade disso veio das indústrias farmacêutica e de saúde. Os anunciantes de saúde e hipotecas compõem a maior parte do restante.

“Embora o tratamento e o gerenciamento do cuidado sejam aspectos importantes da convivência com uma deficiência, é importante que a vida com deficiência seja vista como mais do que apenas prescrições”, disse Nielsen em uma publicação em seu blog. “Os anunciantes têm a oportunidade de mostrar pessoas com deficiência no cotidiano, engajando-se com os produtos e serviços que as marcas oferecem”.

“Muitas marcas estão adotando a necessidade de se engajar e incluir pessoas com deficiência”, diz Christina Mallon, chefe de design inclusivo e acessibilidade da Wunderman Thompson no mesmo texto. “Mas quando elas incluem pessoas com deficiência em conteúdo criativo, precisamos ser vistas como somos — além de nossas deficiências — sem ignorar o fato de que temos uma”, defende.

**Crédito da imagem no topo: Irina Devaeva/iStock

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