Publicidade cria 1,7 mil novos empregos nos EUA em agosto

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Publicidade cria 1,7 mil novos empregos nos EUA em agosto

Segmento segue em expansão contínua após o período mais crítico da pandemia, mas ritmo da abertura de novas vagas foi menor do que o registrado em julho


6 de setembro de 2021 - 12h21

(Crédito: Joseph Frank/Unsplash)


Do Advertising Age

Os Estados Unidos criaram 1700 vagas de empregos nas áreas de publicidade, relações públicas e serviços relacionados no mês de agosto. O avanço é modesto, já que a expansão do emprego foi a mais fraca registrada naquele país desde janeiro.

No geral, a economia dos Estados Unidos gerou 235 mil postos de trabalho em agosto, de acordo com o Bureau of Labor Statistics.

Publicidade, Relações Públicas e Serviços Relacionados
Pelo sétimo mês consecutivo, os empregos nas áreas de publicidade, relações públicas e serviços relacionados cresceram. Em agosto, os empregos nessas áreas somavam 449.800 postos. O crescimento dos empregos na área de comunicação no mês de agosto ficou abaixo das duas mil vagas criadas em julho. Antes, o Bureau of Labor Statistics havia relatado um crescimento de 1200 postos de trabalho na área de comunicação em julho, mas esse número foi revisado, posteriormente, para 2 mil vagas.

O relatório do Bureau of Labor Statistics inclui agências de publicidade, agências de relações públicas e empresas de serviços relacionados, como escritórios de compra de mídia, empresas de mídia exterior e marketing direto. As agências de publicidade correspondem à maior fatia dessas vagas de trabalho (44%).

Agências de publicidade
Isoladamente, as agências de publicidade dos Estados Unidos acrescentaram 4.800 novos postos de trabalho em julho, o que representa o maior crescimento do setor desde o início do monitoramento pelo Bureau of Labor Statistics, em 1990. Esse crescimento robusto seguiu um ganho de 2800 vagas de trabalho em junho. O total de empregos em agências de publicidade nos Estados Unidos está na marca de 197.300 postos – a maior já registrada desde março de 2020, que marcou o início da pandemia de Covid-19.

Como o Bureau of Labor Statistics revela os registros dos empregos com um mês de atraso, os dados referentes a agosto ainda não foram liberados. Mas os dados gerais de comunicação, publicidade e de relações públicas indicam um crescimento menor do que o de julho.

Durante a pandemia, as agências de publicidade tiveram de fazer cortes de seu pessoal, uma vez que os funcionários ainda representam o maior custo das operações, que já vinha enfrentando um crescimento mais lento, mesmo antes da recessão trazida pela pandemia. Ao mesmo tempo em que tende a atingir o pico do crescimento de empregos antes da economia do País, de modo geral, o setor de agências de publicidade ainda está cauteloso em relação à contratação de novos funcionários por conta da recente situação econômica.

Mídia online
A área de mídia digital criou 5.600 postos de trabalho em julho nos Estados Unidos, atingindo, no total, a maior marca da história, com 314.900 vagas de emprego no país. Assim como acontece com as agências de publicidade, os dados de emprego na área de mídia online também são reportados com um mês de atraso.

O crescimento que as empresas de mídia digital tiveram durante a pandemia foram traduzidos na criação de novos empregos.O setor se recuperou rapidamente após uma breve queda nos postos de trabalho registrada no início da pandemia, em 2020.

Emprego nos Estados Unidos
O país criou, no total 235 mil postos de trabalho em agosto, número abaixo da expectativa dos economistas. Em junho, a economia do país gerou 1,053 milhão de postos de trabalho. Em junho, a quantidade de novas vagas criadas foram 962 mil. Os dois meses foram os de maior crescimento em termos de emprego no país no ano de 2021.

Depois da perda sem precedentes de 20,7 milhões de postos de trabalho em abril do ano passado, quando os Estados Unidos entraram em lokcdown, a companhia começou, mês a mês a criar novos empregos, com exceção de dezembro de 2020.

A taxa de desemprego no país, calculada com base em pesquisas realizadas separadamente junto às família, atingiu a marca de 5,2% em agosto, inferior ao índice de 5,4% registrado em julho. Em fevereiro de 2020, o desemprego no país atingia a marca de 3,5%. Com a pandemia, esse número saltou, em abril de 2020, para 14,8%, a maior taxa registrada desde a Segunda Guerra Mundial.

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