Como o profissional de marketing pode fomentar a disrupção

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Como o profissional de marketing pode fomentar a disrupção

Durante o Encontro Nacional de Anunciantes (ENA), profissionais do mercado falam sobre como construir uma marca sólida e qual a função dos executivos de marketing

Victória Navarro
7 de junho de 2018 - 12h03

Quando a intenção é estabelecer um diálogo com os consumidores, compreender a humanidade é essencial. Em um mercado cada vez mais seletivo, o público opta por produtos e serviços com base em sua experiência de consumo e gostos. Os mercados evoluem rapidamente e quem ficar longe da inovação corre o risco de fracassar. Disrupção é um dos temas do Encontro Nacional de Anunciantes (ENA), realizado pela Associação Brasileira  de Anunciantes (ABA), que acontece nesta quinta-feira, 7, no Unibes Cultural, em São Paulo.

O Encontro Nacional de Anunciantes traz debates sobre debates e palestras sobre o futuro do marketing (crédito: Victória Navarro)

Assumir os erros é parte da construção de uma comunicação mais assertiva. Para Leandro Esposito, country manager do aplicativo de navegação Waze, um dos palestrantes do ENA, se você não inovar e não surfar a próxima onda, você fica para trás. Para fazer que a inovação seja um objetivo da empresa é preciso enxergar falhas e construir algo em cima delas. Uma comunicação bem posicionada baseia-se em muito mais do que só discurso. Nathalie Trutmann, diretora da escola de renovação digital Hyper Island na América Latina, afirmou que só se dizer uma companhia inovadora não significa nada. “Pessoas vulneráveis e sem coragem não levam a empresa a nenhum lugar”.

Os envolvidos no processo de construção de marca criam oportunidades para que negócios encontrem clientes e os fidelizem, por meio de tecnologia, posicionamento humanizado e experiências significativas. Para Leandro, no processo de recrutamento, é preciso valorizar e entender perfis diferentes sem uma régua de pré-requisitos. Os profissionais de marketing que conseguem conectar departamentos geram trabalhos de alto impacto. “Tem muita marca que possui uma estratégia de recrutamento, mas não está compreendendo a real necessidade de recrutar pessoas que agreguem à companhia”, opinou Olga Martinez, sócia da consultoria de gerenciamento Amélie. Segundo a profissional, todo mundo pode ser selecionado para atuar na área, não só os millennials.

O modelo de negócios está sendo desafiado a cada minuto. Ano a ano, o número de treinamento de profissionais aumenta. No centro disso, o marqueteiro precisa, além de consolidar a marca, fazer com que a empresa se desenvolva. “O crescimento em relevância tem que ser o mínimo que uma marca se propõe a realizar”, falou Olga. Empresas com um propósito claro conseguem vender coisas reais. Porém, para a sócia da Amélie, a finalidade de uma marca sem um posicionamento bem definido e um processo estabelecido pode tirar a empresa dos trilhos.

O que mantém a função dos CMOs é sua especialidade em pessoas. “A tecnologia já está dentro de tudo. Tudo vai estar conectado na internet. Então, termos como digital estão fadados a morrer, porque já está encrustado na sociedade. O profissional de marketing precisa entender pessoas”, afirmou Eco Moliterno, chief creative officer da agência Accenture Interactive. Já Eduardo Tomiya, CEO da consultoria Kantar Consulting para a América Latina, acredita em equipes integradas e considera uma tendência que o organograma se torne cada vez menos definido.

Crédito da foto do topo: RawPixel/Pexels

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