Tiffany: a nova patrocinadora da Pinacoteca de SP

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Tiffany: a nova patrocinadora da Pinacoteca de SP

Luciana Marsicano, diretora geral da joalheria no mercado local, comenta a decisão da marca de, pela primeira vez, patrocinar uma instituição cultural no Brasil

Roseani Rocha
28 de março de 2019 - 10h48

Luciana Marsicano, durante a abertura da exposição de Artur Lescher (Crédito: Levi Fannan)

A Pinacoteca do Estado de São Paulo ganhou recentemente um apoio de peso e brilho: a centenária joalheria Tiffany & Co tornou-se patrocinadora do museu, que é um dos principais equipamentos culturais do País. É a primeira vez que a Tiffany realiza esse tipo de acordo com uma instituição brasileira. Fora daqui, no entanto, tem iniciativas também na China e em Londres, além de um longo histórico de apoio à arte em seu país de origem, os Estados Unidos. Esse mecenato começou com o fundador, Charles Lewis Tiffany, que atuou como administrador do Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque, e seu filho Louis Comfort Tiffany, um designer pioneiro, que participou da versão americana do movimento art nouveau. Hoje, a joalheria apoia o Whitney Museum, também em Nova Iorque, assim como será patrocinadora das próximas duas bienais que acontecem lá até 2021. Por aqui, a parceria com a Pinacoteca foi oficializada no último dia 23, durante a abertura da exposição “Artur Lescher: Suspensão”, para convidados. Na entrevista a seguir, Luciana Marsicano, diretora geral da Tiffany Brasil comenta a iniciativa e, inclusive, que não descarta novas parcerias. Sendo a alta joalheria muitas vezes considerada uma arte, as parcerias seladas pela Tiffany não deixam de ser também uma nova dimensão da expressão “a arte pela arte”.

 

Meio & Mensagem – Por que investir em patrocínio cultural no Brasil e por que a Pinacoteca, uma vez que São Paulo tem um número razoável de equipamentos culturais?

Luciana Marsicano – A relação da Tiffany & Co com a arte vêm desde os primórdios da empresa. O design e criação de joias sempre compartilhou das mesmas inspirações que movimentam o universo da arte. A história do relacionamento da Tiffany & Co.  tem seu início marcado por Luis Confort Tiffany, cujas criações, as famosas “Tiffany Lamps” estão presentes em alguns dos principais museus do mundo. Nos Estados Unidos, a empresa tem relacionamento de longa data com o Metropolitan Museum e nos últimos anos desenvolveu uma parceria substancial com o Whitney Museum patrocinando suas Bienais. Estamos no Brasil há 18 anos e o patrocínio e suporte à arte é uma extensão natural dos formatos de comunicação e relacionamento da marca. É a forma encontrada para retribuirmos todas as conquistas e apoios que alcançamos no país. A escolha da Pinacoteca foi resultado de um longo trajeto de aproximação com o universo da arte e cultura no Brasil. Durante todo o processo, a Pinacoteca mostrou-se sempre uma instituição antenada, moderna no seu propósito e bastante aberta ao desenvolvimento de formatos inovadores de parceria. Além disso, é uma instituição centenária como a Tiffany e com um dos legados de arte contemporânea mais importantes do Brasil. Um fato bastante interessante foi a “descoberta” durante o desenvolvimento da parceria: A Pina conta em seu acervo com um exemplar sensacional de uma Tiffany Lamp criada por Luis Comfort Tiffany, filho do fundador.

Patrocínio terá duração “inicial” de dois anos (Crédito: iStock)

M&M – Há quanto tempo vinham negociando essa parceria? Qual a duração do patrocínio? (Divulgam o valor que será aportado no museu?)

Luciana – O amadurecimento da parceria levou aproximadamente um ano. Juntos, conseguimos construir uma parceria bastante interessante, onde incluímos ações de endomarketing para nossos funcionários e suas famílias. Durante o processo trouxemos todas as áreas da empresa para dentro da discussão. O envolvimento da equipe da Tiffany & Co. foi completo e profundo. E definimos que esse projeto terá duração inicial de dois anos. A Tiffany & Co estará presente na agenda da Pinacoteca ao longo de 2019 e 2020, tendo como um de seus grandes momentos o patrocínio e ativação relacionados à exposição e ocupação do Octógono Central da Pina, exposição com abertura prevista para o início do mês de dezembro.

M&M – A Tiffany tem iniciativas do tipo em outros mercados, além de Estados Unidos?

Luciana – Como parte do seu grande comprometimento com a comunidade global, a Tiffany permanece como importante apoiadora de instituições do universo da arte. Como exemplos adicionais posso citar o apoio da Tiffany & Co aos projetos culturais no Ullens Center for Contemporary Art (UCCA) – China e também ao patrocínio da retrospectiva de Robert Rauschenberg, na Tate Modern Londres.

M&M – Qual a expectativa da joalheria com essa parceria no Brasil? Haverá alguma contrapartida em termos de exposição de marca no museu?

Luciana – Sim, a marca terá exposição em várias plataformas da Pina. Mas o mais interessante da parceria serão os conteúdos desenvolvidos pela Pina para a marca. Como marca global com DNA nova iorquino, é importante nos associamos a grandes instituições culturais brasileiras para aproximar a marca de nosso cliente e ampliar o diálogo com pessoas que admiram a Tiffany, mas ainda não têm proximidade conosco.

M&M – É possível que a Tiffany patrocine outras instituições culturais no Brasil?

Luciana – Nesse primeiro momento estamos 100% focados em dar vida à parceria. Mas, como marca e empresa que tem a arte em seu DNA, a Tiffany sempre está e estará aberta ao relacionamento com outras instituições.

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