BTG Pactual aponta mudanças do consumo na quarentena

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BTG Pactual aponta mudanças do consumo na quarentena

Setores como entretenimento, alimentação e beleza apresentaram alta durante o período analisado pela Decode, empresa de data analytics do BTG Pactual


4 de junho de 2020 - 13h03

Home Office e e-learning também impactaram os hábitos do consumidor, durante a quarentena (Crédito: Valentin Russanov/ iStock)

A Decode, empresa de data analytics do BTG Pactual, apresentou nesta semana os resultados da pesquisa O Legado da Quarentena para o Consumo. O objetivo do estudo é identificar os impactos da Covid-19 nos setores da atividade econômica e nos hábitos dos consumidores. A análise foi feita por meio de métricas digitais a partir das alterações de volume nos dados de buscas no Google, tráfego de websites e downloads de aplicativos.

Com base nessas movimentações, o levantamento apontou os setores e produtos que tiveram alta no consumo dos brasileiros, durante esse período, de olho nas tendências que devem permanecer no pós-pandemia.

Entretenimento

Durante a pandemia, o entretenimento tem ajudado o público a enfrentar o isolamento social. A leitura foi um hábito que ganhou força, segundo a pesquisa. As buscas por “melhores livros” no Google aumentaram em 27% desde o início da quarentena. As plataformas de vídeo e música também foram impulsionadas pela rotina de lives musicais, que alcançaram mais de 200 milhões de visualizações apenas em abril. Só o Youtube aumentou seu tráfego em 9% durante o isolamento social.

O streaming de filmes e séries também avançou no período. As pessoas buscaram em média 76% mais por plataformas como Netflix, Amazon Prime e Globoplay. Para reproduzir uma experiência de cinema em casa, o interesse por home theaters e telas de projeção também cresceu. No universo dos games, a busca por consoles de vídeo game cresceu em média 60%.

Saúde

O contexto aqueceu o mercado de saúde e bem-estar. Segundo a pesquisa, dados indicaram que os consumidores estão navegando mais em sites de vendas de remédios. No Google, os produtos mais buscados nesse segmento são os remédios para dormir, para gripes e resfriados e  de controle de diabetes. Naturalmente, os itens relacionados à proteção contra o coronavírus também cresceram substancialmente.

Para manter o bem-estar e ser uma alternativa aos treinos em academias, as buscas por aplicativos de atividade física cresceram em média 291% desde o início da quarentena. O interesse por cuidados com a pele também teve alta de 66%.

Alimentação

Durante o isolamento, as pessoas cozinharam mais em casa. Esse movimento levou a um aumento na busca por receitas na internet. A procura por eletrodomésticos como lava-louças, batedeiras e cooktops também cresceu. Com os restaurantes fechados, o delivery foi outra alternativa que ganhou força. Segundo o levantamento, houve quase nove milhões de downloads em apps de delivery durante o mês de março.

No segmento das bebidas, vinho e cerveja foram os produtos mais pesquisados. E-commerces de vinho tiveram aumento de 15% em seu tráfego na pandemia e as buscas por “abridor de vinho” cresceram 40%, aponta a pesquisa.

Home Office

A mudança forçada para o home office impactou no consumo dos profissionais. Segundo a Decode, as pessoas buscaram formas de adaptar suas casas à rotina de trabalho. A busca por “cadeira para home office”, por exemplo, aumentou em 280%. Plataformas de web meeting como Zoom, Teams e Webex também registraram pico de procura no primeiro mês da quarentena.

Cuidados com a casa

Com mais tempo em casa, as pessoas também buscaram maneiras de melhorar seu ambiente. Os sites das principais marcas de tinta registraram 1,4 milhão de acessos entre fevereiro e março, número correspondente a um aumento médio de 6%. Para por a ideia em prática, as buscas por “como pintar uma parede?” aumentaram 56% desde o início da quarentena.

Educação

Outra opção para ocupar o tempo durante o isolamento social foram os cursos online. O volume de buscas pelo tema cresceu 63%, em relação à média dos períodos anteriores. As plataformas de e-learning Udemy, eDX e Coursera avançaram em média 31% entre fevereiro e março, em volume de acessos.

A procura por cursos de idioma também foi expressiva. O termo “curso inglês online” foi buscado em média 63% mais que nos meses anteriores.

Beleza

Com os salões de beleza fechados, o público precisou adaptar suas demandas ao ambiente caseiro. Segundo a pesquisa, entre fevereiro e abril, houve um aumento 65% nas buscas por “máquina de cortar cabelo”. No Google, os temas ligados à beleza tiveram alta: como fazer sobrancelha em casa (+1.150%); escova rotativa (+300%); comprar tinta de cabelo (+160%).

*Crédito da foto no topo: iStock 

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