Fast Shop e Samsung exploram vitrine interativa

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Fast Shop e Samsung exploram vitrine interativa

Projeto inédito no mundo é uma das frentes da varejista para engajar e incrementar experiência dos consumidores

Roseani Rocha
18 de outubro de 2021 - 15h20

Eduardo Salem, diretor geral de operações da Fast Shop, atua na empresa há 12 anos e lembra que desde o princípio a rede varejista, que tem 35 anos de mercado, surgiu com a proposta, em seu DNA, de focar muito mais no benefício que um produto poderia agregar ao consumidor, do que só em expor algo à venda. Com isso, muito antes de o termo “experiência” ganhar a visibilidade que tem hoje na comunicação, a rede já buscava explorar o tema, na prática, em sua relação com os clientes.

A iniciativa evoluiu tanto que na última semana a Fast Shop, em projeto desenvolvido a quatro mãos com a Samsung, levou à loja do shopping Pátio Higienópolis, na capital paulista, uma ação interativa inédita no mundo, segundo ambas. Para o lançamento dos aparelhos Galazy Z Fold3 5G e Z Flip3 5G, por meio de um QR Code exibido na vitrine, o cliente ao ler esse código com seu smartphone pode mudar as mensagens exibidas pela marca no espaço, escolhendo entre quatro “mood boards”: Game, Health & Fitness, Produtividade Office e Criatividade. Com isso, a comunicação da vitrine passa a projetar conteúdos que associam os diferenciais dos aparelhos relativos a cada um desses temas e de acordo com o interesse do consumidor.

A iniciativa ficará no shopping até o fim de outubro. Já no sábado, 16, na flagship do shopping Ibirapuera, também com a Samsung, começou a funcionar uma cabine instagramável dedicada a fazer o consumidor testar tudo aquilo que os novos aparelhos entregam. Na mesma loja, assim como na do shopping Paulista, têm sido exploradas neste mês de outubro ações de experiência em parcerias com a Disney, em itens das linhas Princesas, Marvel e StarWars, e com a Lego. “A nossa visão de cuidar do consumidor e trazer melhores soluções é uma ambição abrangente, não só de eletroeletrônicos, vai desde a infância à maturidade. A Disney começou discutir conosco sobre uma experiência diferenciada para seus produtos e tinha tudo a ver com nosso objetivo de participar cada vez mais da vida do consumidor, com nosso posicionamento de marca”, comenta Salem.

Parceria com a Disney, na flagship do shopping Ibirapuera (Crédito: Divulgação)

Outra frente para melhorar a experiência – especialmente a digital, neste caso – é a produção de conteúdo em parcerias com as principais marcas presentes na loja. Em setembro, foram feitas lives com Nespresso, associando features dos produtos ao gosto dos amantes de café e conteúdos relevantes para esse público. Com a Panasonic, foram feitas lives sobre culinária. Em novembro, acontecerão outras com a chef Carole Crema e Brastemp; com a Tramontina; e de conteúdos sobre campeonato de League of Legends.

Produção de conteúdo a quatro mãos com marcas como Nespresso é outra frente de comunicação digital (Crédito: Reprodução)

“Há muito tempo, a loja não está mais desconectada do online. Existe uma integração e um dos pontos importantes na jornada do consumidor é que mais de 80% dos processos começam no digital. Na Fast, metade do público que vai à loja pesquisou antes no online”, explica o diretor. Isso levou a marca, há três anos, a investir mais na criação de conteúdo e no blog Fast Life. Tudo é feito, segundo Salem, com uma espinha dorsal interna que atua em parceria com agências de comunicação, como a RPMA (PR) e Racoon (digital).

Dinâmica do mercado

Atualmente com 85 lojas, a Fast Shop ainda inaugurará outras duas no último trimestre: uma em Goiás e outra em Vitória – sua primeira no Espírito Santo. A ideia é que novas lojas sigam a proposta da flagship do Ibirapuera, em São Paulo, considerada “a loja do futuro”. Nela, a marca une tecnologia, entrega rápida (a loja como hub logístico e parcerias com empresas como Loggi e Uber Eats para entrega até de produtos de médio porte) e serviços, o espaço oferece, por exemplo, uma assistência técnica para produtos Apple. O objetivo é que funcionem como espaço de “soluções completas” aos clientes.

A Lego é outra marca com a qual a Fast Shop busca explorar do público infantil ao adulto (Crédito: Divulgação)

Questionado sobre o desempenho do e-commerce em face do varejo físico, que agora voltou à operação full time, Eduardo conta que em 2019, portanto antes da pandemia, 70% do faturamento vinha das lojas físicas e 30%, do digital. No auge da crise virou 100% digital, já que as lojas de shopping foram as primeiras a fechar e últimas a reabrir. Na reabertura, o digital passou a representar 60% e as lojas físicas, 40%. Agora, está mais meio a meio, diz o executivo.  Ele diz não saber qual será a proporção definitiva, mas ressalta que o e-commerce vinha crescendo, mesmo em anos anteriores à pandemia. Apesar disso, notou mudanças no comportamento do consumidor que comprovam a importância da loja física. Segundo ele, ano passado, entre setembro e outubro, as pessoas entravam nas lojas muito decididas, conversavam rapidamente com o vendedor/a e em “cinco minutos” saía. Agora, como reflexo da vacinação, os consumidores voltam a se sentir mais à vontade em estar na loja, experimentar produtos, gastando mais tempo por ali.

Mesmo com seis meses de portas fechadas ou operando lojas físicas com restrições, a Fast Shop afirma ter crescido ano passado 15% sobre 2019, atribuídos ao crescimento do e-commerce, incentivos do governo e o próprio movimento das pessoas em equipar a casa, onde foram obrigadas a passar mais tempo. “Para este ano, dado tudo que aconteceu, inflação etc. está mais difícil passar uma projeção. O consumidor está voltando para serviço, viagem, restaurantes, mas devemos manter um nível bom”, avalia Eduardo Salem.

 

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