Brand Safety: Eis a questão!

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Brand Safety: Eis a questão!

Estudo britânico aponta que mais de um terço dos CMOs, naquele mercado, já decidiram reduzir os investimentos em canais de comunicação que não consigam garantir a segurança da marca


31 de janeiro de 2018 - 7h00

Em um recente estudo elaborado pela consultoria Teads junto aos 100 principais CMOs de empresas britânicas o conceito de BRAND SAFETY (ou segurança da marca) apareceu como uma das principais preocupações; 93% desses CMOs vão decidir os investimentos das suas respectivas marcas na habilidade do fornecedor de garantir a segurança da marca na respectiva ação. Este ponto específico me fez pensar em como isso impacta a indústria de Live Marketing, vejam os meus pontos em relação a isso:
a) Segurança Física: Nestes tempos atuais, em que o terrorismo ou ações contra pessoas comuns têm, infelizmente, crescido na sua ocorrência, os gestores de qualquer tipo de evento elevaram as suas preocupações, uns mais do que outros e variando muito de região para região. Hoje, qualquer ação de Live Marketing obrigatoriamente carrega em sua estrutura de custos atividades e staff específico para atender esta necessidade operacional: prover segurança física aos envolvidos. Essa preocupação, entretanto, não é de hoje, pois sempre que vamos organizar um evento, de um casamento a um grande festival de música, estas atividades relacionadas a segurança física estão presentes. Como tendência para o futuro, não vejo uma diminuição destas iniciativas, muito pelo contrário. Acredito que nos Estados Unidos seja um ponto ainda mais sensível, mas aqui no Brasil creio que a enorme e injusta diferença de classes ainda seja o principal motivador destas ações e investimentos.

b) Segurança Administrativa: Neste caso, falamos de licenças e apólices de seguros. Impossível um gestor sério de Live Marketing não ter estas prioridades sempre atendidas. Nosso famoso “jeitinho” não tem a menor chance de sobrevivência. Por favor, levante a mão quem nunca enfrentou uma situação negativa neste sentido que o fez mudar de comportamento para o resto da sua vida profissional? Ambulância específica para cada 1.500 pessoas presentes ao evento? Exagero? Até o momento que algo sério aconteça e ela se faça necessária. Apólice de seguros atualizada e com as devidas coberturas específicas? Nem pensar iniciar algum evento sem ter apólice assinada na sua mesa, por favor. E o alvará de funcionamento? Burocrático com certeza, mas ter que terminar o seu evento no meio pela falta daquela autorização é o pesadelo de qualquer organizador de eventos em qualquer país do mundo. Não meça esforços e tempo nestas atividades.

c) Segurança Digital: Aqui, acredito que os CMOs britânicos devem ter expressado as suas principais preocupações. Os investimentos em ações e mídias digitais cresceram exponencialmente nestes últimos anos em muitos casos em detrimento a investimentos em ações de mídia tradicional e /ou ações de Live Marketing. Todos os budgets foram impactados por esta tendência. Mas a meu ver algumas destas ações online recentemente demonstraram toda a sua fragilidade em relação à segurança da mensagem. Vários diretores de empresas símbolo deste setor foram recentemente convocados a depor no Senado dos Estados Unidos (lá a coisa é séria!) sobre possíveis informações de super exposição de audiência, criação de perfis falsos, gerando as tais das “Fake News”, entre outros fatos realmente alarmantes. Me parece que aconteceram exageros por parte dos provedores destes serviços e as marcas e seus respectivos CMOs sentiram este baque. Foi como um fluxo migratório, “ah se a marca tal está investindo online em detrimento do evento X também devemos fazer isso!”. Todavia, agora na apuração destes fatos o mesmo estudo da Teads relata que mais de um terço destes executivos já decidiram reduzir os investimentos em canais de comunicação que não consigam garantir a tal da BRAND SAFETY.

E neste sentido tenho certeza de que o setor de Live marketing sempre esteve bem preparado para estes tipos de adversidades, pois sempre vivemos com muita emoção. Live Marketing não é para os fracos!!

 

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