Insights reais: o caminho para tornar sua marca relevante

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Insights reais: o caminho para tornar sua marca relevante

Para conhecer seu consumidor, você precisa sair da frente do computador e pular para dentro do mundo dele, estabelecendo uma conexão verdadeira com suas dores e emoções


28 de setembro de 2018 - 14h39

Crédito: reprodução

Em marketing, o consumidor é a pessoa mais importante para a marca. Ele deve estar no centro de tudo que você faz, do produto que você cria e de suas mensagens. Para construir uma marca de impacto com sucesso, devemos entender a quem estamos servindo, em que essa pessoa está interessada e como melhorar a vida dela. Apenas depois que conhecemos realmente esse consumidor é que podemos pensar em criar uma ideia ou plano de ativação. Isso porque o marketing evoluiu de interrupções para conexões e relacionamentos reais. Não é mais apenas o grande anúncio durante a Copa do Mundo ou no intervalo do Fantástico que faz com que a sua marca se torne relevante.

Como líderes criativos, devemos sempre ter como meta falar diretamente com o consumidor, usando a marca como plataforma para entregar uma narrativa pessoal. E o único modo de descobrir se estamos conectando nossa narrativa com a vida do nosso público-alvo é conhecê-lo pessoalmente. Mas, como saber quem são nossos consumidores e quais necessidades devemos satisfazer?  Perspicácia é a palavra-chave! Para que você realmente conheça o seu consumidor, você precisa sair da frente do computador e pular para dentro do mundo dele, consumidor.

Lembre-se: “Se quiser saber como um leão caça, não vá ao zoológico. Vá para a selva. “ — Jim Stengel.

Essa abordagem vai lhe revelar alguns dos insights mais poderosos para sua marca — permitindo-lhe criar produtos, estratégias de comunicação e passar mensagens que se conectam com a emoção do seu consumidor. Torna-se parte do cotidiano diário dele permitirá a você enxergar as observações que ele faz e sentir as emoções que ele sente. Essa imersão faz com que você entenda as dores dele, suas barreiras e desejos através de sua própria lente pessoal. O verdadeiro insight do consumidor somente pode ser adquirido olhando-se para experiências através da lente de nossos consumidores.

Uma mesma experiência pode ser vivida por pessoas diferentes e sentida de modos completamente diferentes. Por isso, somente podemos começar a sentir o consumidor ao vermos as coisas a partir da perspectiva dele. Pense nisso: como entender as dores do outro se você nunca sentiu ou presenciou pessoalmente o que ele passa em seu dia a dia? Mas, observar é fácil. Identificar insights verdadeiros é mais difícil. Por isso eu gosto muito dessa frase do Albert Szent-Györgyi, em que ele explica o que é um insight real: “Enxergue o que todos enxergam, mas identifique (pense) aquilo que ninguém havia pensado.”

A busca por esses insights deve começar de dentro para fora, com sua equipe. É importante ter uma equipe diversificada, que possa atacar a pesquisa a partir de diferentes perspectivas. Isso vai adicionar enorme valor aos insights que você encontrará. Na era em que vivemos, com tudo se movendo tão incrivelmente rápido, nossos consumidores, eles mesmos, estão mudando rapidamente.  Então, como nos mantermos no mesmo ritmo? Marketing humano, de pessoas!

Já passou da hora de nos afastarmos da pesquisa tradicional. Não nos é mais de nenhuma valia fazer pesquisas algumas vezes ao ano para planejar uma campanha. Precisamos acompanhar o ritmo de vida do consumidor. O que eu sempre recomendo e aplico em meu trabalho é transformar os consumidores em influenciadores da marca, convertendo-os em embaixadores e vozes de sua narrativa. Isso traz uma conexão real e com insights diários, direto da rua.

Você já considerou colocar um consumidor como parte de sua equipe? Quando você estimula em sua equipe a “cultura do insight”, você a qualifica para que ela se torne capaz de predizer o que está por vir, o que gera emoção em seu consumidor e o que está chamando a atenção dele. Devemos sempre estar próximos e ter um relacionamento real com os microinfluenciadores que possam fazer parte da sua narrativa e de uma conexão real com as tendências da cultura da rua.

 

*Crédito da foto no topo: Scott Webb/Pexels

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