Um olhar além das telas

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Um olhar além das telas

A chave para criarmos mais valor e relevância para nossas marcas passa por conectá-las a essas demandas que vão além do consumo


11 de fevereiro de 2021 - 12h31

(Crédito: DrAfter123/ iStock)

No último ano, as telas tomaram ainda mais o lugar de palco central, concentrando grande parte da atenção das pessoas. Foi através delas que pudemos redesenhar as conexões com o mundo e acompanhar com olhos atentos o movimento de marcas e lideranças. A pandemia ainda não acabou e o uso das telas segue sendo fundamental, mas, às vésperas de completarmos um ano de isolamento social, vemos se desenhar um novo contexto gradativamente híbrido em que todas as dimensões da vida das pessoas passam a mesclar o presencial e o digital de uma forma mais natural, mais orgânica.

Como líderes na gestão de marcas, este é um momento e uma oportunidade única para revisitarmos nossa proposta de valor, produtos, serviços e iniciativas sob uma nova ótica, mais centrada nas pessoas e no planeta. Observando com atenção, percebemos que, a partir da drástica transformação imposta pelos novos tempos, algumas motivações emergiram, como a busca por ressignificar o consumo, o trabalho, as relações e a nossa vida. As marcas não podem ignorar esta mudança.

Neste novo capítulo em que já entendemos a importância da interdependência, da colaboração e cocriação, a pergunta é: como tornar nossas marcas genuinamente úteis e relevantes às pessoas e ao planeta, no contexto desta transformação profunda que segue acontecendo? E de que forma podemos construir conexões com mais significado nas diversas experiências com nossos clientes?

Na empresa, iniciamos 2021 com o desejo de que a dinâmica das relações off-line e online se reequilibrem e que as pessoas possam tirar o melhor destas experiências em suas vidas. O desejo é de que, nessa “balança”, seja possível manter toda a conveniência, autonomia, acessibilidade e aproximação que a experiência digital proporciona. E, do outro lado, que haja possibilidade de vivenciar por inteiro os encontros pessoais, o olho no olho, os momentos compartilhados, a experiência sensorial que a presença física nos traz de forma tão única. Uma balança que cada um aprenderá a equilibrar e enriquecer no ritmo certo e nas possibilidades de cada contexto.

Fato é que toda empresa é ou será de alguma forma uma empresa de saúde, como aponta o recente relatório de tendências The Human Experience/Covid-19, da Accenture. Isso significa que, independentemente do setor, no final das contas, precisamos entender o impacto positivo que nossa marca é capaz de gerar no planeta e na vida das pessoas. Por essa mesma razão, temos visto a sustentabilidade, o bem-estar e o conceito de saúde física, emocional e mental se fortalecerem ainda mais rapidamente na agenda corporativa. Empresas desenvolveram programas internos e externos para cuidar da saúde mental de suas pessoas. Algumas criaram até cargos responsáveis para cuidar do tema.

Este cuidado “para dentro” precisa ser pensado e levado também para fora, na relação das marcas com os consumidores. Entre tantas prioridades a que as pessoas foram impostas a reorganizar, três aspectos se mostram centrais: o tempo, a saúde e as relações. Isto significa que olhar para a qualidade do tempo, da saúde e das relações se tornou essencial e urgente. Estou certa de que a chave para criarmos mais valor e relevância para nossas marcas passa por conectá-las a essas demandas que vão além do consumo e estão intrinsicamente ligadas às escolhas pessoais e à cultura e valores destes novos tempos.

*Crédito da foto no topo: Nazarkru/iStock

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