Como ser relevante para um consumidor +++

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Opinião

Como ser relevante para um consumidor +++

Oferta crescente de conteúdo o deixou + conectado, + disperso e + mutável


12 de janeiro de 2022 - 9h47

(Crédito: Reprodução)

Estamos mais conectados do que nunca. Esta é uma constatação simples e inquestionável, não é mesmo? 

O Brasil está entre os cinco países do mundo que mais utilizam a internet, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Claro que a pandemia acelerou este processo de forma significativa, mas inegavelmente já estávamos caminhando nesta direção. Mesmo as gerações que tinham mais resistência a “estarem conectadas“, quebraram paradigmas e se renderam às facilidades do universo online durante a pandemia.

Por outro lado, pesquisas demonstram que devido ao aumento da oferta de conteúdo em diferentes formatos (posts/ vídeos/ podcasts) e considerando o perfil das novas gerações, estamos mais dispersos: investindo mais tempo em conteúdos genéricos e de consumo rápido.

E não é apenas o ser humano que está mais acelerado. A tecnologia está diretamente proporcional nessa velocidade, cada vez mais trazendo novas conexões. A chegada da internet 5G é um exemplo disso e irá acelerar ainda mais esse processo, pois reduzirá substancialmente o tempo para acessar dados e permitirá outras interações mais complexas e inovadoras. Segundo artigo publicado pela FEI, será a era do “Everything on Mobile”, em que praticamente tudo poderá ser conectado à Internet pela rede celular. Espera-se que, em 2025, o tráfego na rede seja dez mil vezes maior do que em 2015. E o que virá com o Metaverso, então? Esse ambiente que vai permitir a vivência em um espaço virtual: mais uma evolução com a qual teremos que lidar e da qual fazer parte.

Estamos mais mutáveis. E com essa velocidade e o aumento da oferta de conteúdo, como se comunicar e reter a atenção dos consumidores de uma forma efetiva?

Afinal, quem nunca assistiu à TV e teclou ao mesmo tempo? É o efeito das múltiplas telas, que faz com que seja ainda mais desafiadora esta missão de chamar a atenção das pessoas tanto no modo on quanto no offline. Somam-se à interação com as redes sociais, fazendo com que a criatividade do marketing tenha que ser ainda maior para poder conciliar todas essas linguagens em uma mesma campanha, por exemplo. Afinal, estamos vivendo em um mundo em que o consumidor está acessando modelos diferentes de canais, absorvendo informação com uma agilidade e diversificação de formatos que nunca foram vistos. Porém, da mesma forma que é um desafio, pode ser visto como uma oportunidade para testar conteúdos dinâmicos.

Com a quantidade de informação disponível e diante do perfil das novas gerações, tudo fica velho muito rapidamente. Aquilo que eu gosto mais hoje ou que me atrai agora pode não ser mais interessante na próxima semana, ou em alguns meses. A oferta de conteúdos e de opiniões acelera o processo de transformação, mudando até pontos de vista.

E isto é bom? Sim!  E concordo plenamente com o que Raul Seixas já afirmava: “eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Mais atual do que nunca, sem rigidez, ávidos por conhecimento e preparados para um novo dia, um novo cenário, um novo tempo, sempre. 

Estudar incessantemente as transformações da sociedade passou a ser fundamental, para não praticarmos comunicações descontextualizadas. Os cientistas de dados e antropólogos certamente podem acelerar o processo de acerto para ações de marketing, pois preenchem lacunas importantes nas análises tornando-as mais assertivas.

Assim, para lidar com este consumidor +++ (mais conectado, mais disperso e mais mutável), também precisamos praticar e ser, em nossas funções e atribuições, um marketing +++ (+multicanal / phygital (on e offline) com presença onde o público-alvo estiver, diante de um mundo mais conectado; +relevante, com conteúdo que consiga chamar e reter a atenção das pessoas que estão mais dispersas e +ágil, para observar, criar e inovar, para atender às pessoas que estão em constante transformação).

Precisamos abraçar este mindset e praticar este ciclo de observação, reaprendizado e mudança. Estamos no caminho!

*Crédito da foto no topo: Piranka/ iStock

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