Primeira edição do Batekoo quer levar representatividade além da música

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Primeira edição do Batekoo quer levar representatividade além da música

Festival realizado ao lado da MAP Music acontece no próximo sábado, 10, em São Paulo, e com mais de 30 atrações; evento fomenta discussões de raça, gênero, sexualidade, entre outros


9 de dezembro de 2022 - 16h46

Pensado e destinado para a comunidade negra, periférica, urbana e LGBTQIA+, o Batekoo Festival tem sua primeira edição neste sábado, 10, na Neoquimica Arena, em São Paulo. O evento propõe centralizar questões de raça, gênero, sexualidade e classe sob o mote ”A gente não quer ser assistido, a gente quer se assistir”.

Batekoo Festival

Ludmilla é uma das atrações do Batekoo Festival (Crédito: Divulgação)

Serão 12 horas de entretenimento e mais de 30 atrações internacionais e nacionais, entre elas Afro B, Ludmilla, Fat Family, Rennan da Penha e MC Dricka como convidada. Além de dois palcos, o festival terá ainda uma feira de empreendedorismo acontecendo no mesmo local. A realização da Batekoo, plataforma de entretenimento, empreendedorismo, cultura e comunidade, está sendo feita ao lado da MAP Music, do Grupo MAP.

O Spotify é o patrocinador master do evento. Já o patrocínio de Beats, Seda e TikTok contou com ativações pré e terá durante o festival. Entre os patrocinadores, estão Horse e Smirnoff, além de Budweiser e Adidas Originals, que já são parceiras anuais da plataforma.

“Estamos construindo um festival pensando em uma experiência feita por e para pessoas negras, a partir de políticas de inclusão desses públicos, que não conseguem desfrutar de grandes festivais que cobram ingressos superiores a um salário mínimo”, explica Artur Santoro, co-CEO da Batekoo. “Queremos seguir o legado da Batekoo construindo uma rede de impacto que movimenta e fomenta cenas culturais negras do país”, continua.

Por isso, um dos focos é a acessibilidade financeira. Os lotes iniciais de meia entrada e meia social partiram de R$ 60 – valores menores que a média de grandes festivais que acontecem no Brasil. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) está auxiliando a direcionar o dinheiro arrecadado a partir do ingresso social. Há listas de gratuidade para pessoas com deficiência, pessoas transvestigêneres e africanas residentes no País. A escolha do local também é estratégica: conhecido como Itaquerão, o espaço tem estrutura de grande porte e transporte público próximo.

Santoro argumenta ainda que a representatividade no palco não é suficiente: “Precisamos reivindicar o espaço da pista, do backstage”, justifica.

Expansão de negócios

A decisão de realizar uma feira de empreendedorismo durante o evento parte da perpetuação do legado da Batekoo. O primeiro investimento na plataforma foi de R$ 20. “Queremos seguir essa construção de impacto e chamar para a roda outras pessoas negras que, assim como a Batekoo, possuem negócios criativos e inovadores, mas que ainda não possuem as mesmas oportunidades. A ideia de realizar uma feira de empreendedorismo é possibilitar mais espaços para o crescimento de negócios encabeçados por pessoas negras”, conta o co-CEO.

Ele classifica a realização do festival como “um enorme passo na carreira da Batekoo”. A plataforma trabalha em eventos em todo o Brasil há oito anos. A reivindicação dos espaços parte também da exigência de uma equipe 100% negra junto aos fornecedores.

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