Marketing

Zé Delivery diz que foco está em experiências completas

Plataforma busca espaço no delivery de restaurantes no Brasil, mas não detalha estratégias

i 13 de janeiro de 2026 - 16h45

Zé Delivery, aplicativo de entrega da Ambev criado em 2016, pode entrar também na disputa de delivery de restaurantes (Créditos: Shutterstock.AI)

Zé Delivery, aplicativo de entrega da Ambev criado em 2016, pode entrar também na disputa de delivery de restaurantes (Créditos: Shutterstock.AI)

O Zé Delivery, aplicativo de entrega de bebidas da Ambev, estuda entrar no segmento de delivery de comida.

A definição é esperada para o terceiro trimestre deste ano, após a Copa do Mundo, com eventual lançamento previsto entre o fim de 2026 e o início de 2027. A informação foi divulgada pelo Pipeline Valor, do Valor Econômico.

Em 2025, o aplicativo chegou a testar uma parceria com o Rappi para a venda de refeições, a partir de setembro.

Nesse modelo, o pedido era realizado pelo aplicativo da Ambev, enquanto a entrega ficava a cargo da plataforma colombiana. A iniciativa, no entanto, foi encerrada em dezembro do mesmo ano.

Procurado pelo Meio & Mensagem, o Zé Delivery informou que, neste momento, não concederá entrevistas, nem comentará o tema, mas reforçou que sua “missão é continuar levando conveniência e entregando o que os consumidores desejam para seus momentos de diversão, sejam bebidas geladas, snacks ou experiências completas”. Leia a íntegra da nota abaixo:

“O Zé Delivery fechou 2025 reafirmando sua posição de principal delivery de bebidas e conveniência do Brasil, com presença em mais de 850 cidades e milhões de consumidores ativos. Nossa missão é continuar levando conveniência e entregando o que os nossos consumidores desejam para seus momentos de diversão, sejam bebidas geladas, snacks ou experiências completas.”

Cenário competitivo 

Em 2025, a categoria de delivery de comida voltou a registrar novos entrantes e reativar operações, inaugurando um novo ciclo de disputa.

A 99Food, controlada pela chinesa DiDi, retomou sua operação com um investimento de R$ 350 milhões para lançar o serviço no Rio de Janeiro e na região metropolitana, parte de um pacote maior de R$ 2 bilhões.

A expansão também integra uma estratégia mais ampla de construção de um ecossistema que combina mobilidade, 99Pay e 99Food, por meio do qual a 99 busca consolidar gradualmente um modelo de super app.

O plano da empresa prevê presença em cem cidades até meados de 2026, com foco nos grandes centros, e uso de municípios menores como ambientes de teste. A meta de longo prazo é levar o delivery para os 3,3 mil municípios onde a 99 já opera com mobilidade.

Já o iFood e a Uber entraram em uma nova fase da parceria anunciada, passando a integrar seus serviços de mobilidade e delivery dentro dos dois aplicativos. Além da integração nos apps, as empresas lançaram um plano conjunto que unifica o Clube iFood e o Uber One.

Belo Horizonte foi a primeira cidade onde os usuários passaram a acessar viagens da Uber diretamente pelo app do iFood.

No mesmo movimento, a integração será replicada no app da Uber, que passará a exibir uma aba dedicada ao iFood. A capital mineira foi escolhida como piloto por ser uma das operações mais relevantes para as duas empresas.

Os aprendizados obtidos orientarão a expansão, que avançará em dezembro para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Porto Alegre e Salvador. A cobertura nacional tem previsão para ser finalizada ainda este mês.

Além da nova experiência dentro dos apps, as duas companhias passam a oferecer um plano de assinatura conjunto que une o Clube iFood e o Uber One.

A Uber já teve uma operação de delivery no Brasil, o Uber Eats, que atuou por alguns anos no segmento de restaurantes e também incluía entregas de supermercados.

No entanto, optou por extinguir o serviço em março de 2022, alegando que concentraria seus serviços, além dos transportes, apenas nas entregas com o Uber Flash.

Já o iFood vem se posicionando como uma plataforma de conveniência multicategoria, destacando as demais frentes do app, como mercado, farmácia, pet shop e shopping. Ao longo de 2024, a empresa disse que essas categorias cresceram 50% em volume de pedidos e faturamento.

Enquanto isso, o Rappi anunciou um plano de investimento de R$ 1,4 bilhão para os próximos três anos com o objetivo de dobrar sua base de restaurantes, passando de 30 mil para 60 mil ainda este ano.

A estratégia inclui taxa zero para restaurantes por três anos (com cobrança de 3,5% de adquirência), além de incentivos a estabelecimentos que fazem entregas próprias ou operam pelo WhatsApp, canal que movimenta cerca de 130 milhões de pedidos.