Zé Delivery diz que foco está em experiências completas
Plataforma busca espaço no delivery de restaurantes no Brasil, mas não detalha estratégias

Zé Delivery, aplicativo de entrega da Ambev criado em 2016, pode entrar também na disputa de delivery de restaurantes (Créditos: Shutterstock.AI)
O Zé Delivery, aplicativo de entrega de bebidas da Ambev, estuda entrar no segmento de delivery de comida.
A definição é esperada para o terceiro trimestre deste ano, após a Copa do Mundo, com eventual lançamento previsto entre o fim de 2026 e o início de 2027. A informação foi divulgada pelo Pipeline Valor, do Valor Econômico.
Em 2025, o aplicativo chegou a testar uma parceria com o Rappi para a venda de refeições, a partir de setembro.
Nesse modelo, o pedido era realizado pelo aplicativo da Ambev, enquanto a entrega ficava a cargo da plataforma colombiana. A iniciativa, no entanto, foi encerrada em dezembro do mesmo ano.
Procurado pelo Meio & Mensagem, o Zé Delivery informou que, neste momento, não concederá entrevistas, nem comentará o tema, mas reforçou que sua “missão é continuar levando conveniência e entregando o que os consumidores desejam para seus momentos de diversão, sejam bebidas geladas, snacks ou experiências completas”. Leia a íntegra da nota abaixo:
“O Zé Delivery fechou 2025 reafirmando sua posição de principal delivery de bebidas e conveniência do Brasil, com presença em mais de 850 cidades e milhões de consumidores ativos. Nossa missão é continuar levando conveniência e entregando o que os nossos consumidores desejam para seus momentos de diversão, sejam bebidas geladas, snacks ou experiências completas.”
Cenário competitivo
Em 2025, a categoria de delivery de comida voltou a registrar novos entrantes e reativar operações, inaugurando um novo ciclo de disputa.
A expansão também integra uma estratégia mais ampla de construção de um ecossistema que combina mobilidade, 99Pay e 99Food, por meio do qual a 99 busca consolidar gradualmente um modelo de super app.
O plano da empresa prevê presença em cem cidades até meados de 2026, com foco nos grandes centros, e uso de municípios menores como ambientes de teste. A meta de longo prazo é levar o delivery para os 3,3 mil municípios onde a 99 já opera com mobilidade.
Já o iFood e a Uber entraram em uma nova fase da parceria anunciada, passando a integrar seus serviços de mobilidade e delivery dentro dos dois aplicativos. Além da integração nos apps, as empresas lançaram um plano conjunto que unifica o Clube iFood e o Uber One.
No mesmo movimento, a integração será replicada no app da Uber, que passará a exibir uma aba dedicada ao iFood. A capital mineira foi escolhida como piloto por ser uma das operações mais relevantes para as duas empresas.
Os aprendizados obtidos orientarão a expansão, que avançará em dezembro para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Porto Alegre e Salvador. A cobertura nacional tem previsão para ser finalizada ainda este mês.
Além da nova experiência dentro dos apps, as duas companhias passam a oferecer um plano de assinatura conjunto que une o Clube iFood e o Uber One.
A Uber já teve uma operação de delivery no Brasil, o Uber Eats, que atuou por alguns anos no segmento de restaurantes e também incluía entregas de supermercados.
No entanto, optou por extinguir o serviço em março de 2022, alegando que concentraria seus serviços, além dos transportes, apenas nas entregas com o Uber Flash.
Já o iFood vem se posicionando como uma plataforma de conveniência multicategoria, destacando as demais frentes do app, como mercado, farmácia, pet shop e shopping. Ao longo de 2024, a empresa disse que essas categorias cresceram 50% em volume de pedidos e faturamento.
A estratégia inclui taxa zero para restaurantes por três anos (com cobrança de 3,5% de adquirência), além de incentivos a estabelecimentos que fazem entregas próprias ou operam pelo WhatsApp, canal que movimenta cerca de 130 milhões de pedidos.