Cenp-Meios divulga compra de mídia por estado

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Cenp-Meios divulga compra de mídia por estado

Veiculações nacionais respondem por 62,4% do investimento e regionais mais fortes são São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná


12 de agosto de 2020 - 15h24

O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) introduz uma novidade nas divulgações de investimento em mídia feito via as agências que reportam valores ao Cenp-Meios. Pela primeira vez, o levantamento está informando os montantes por estado do País.

No consolidado de 2019, que levou em conta dados de 226 agências de todo o País, as veiculações nacionais (que consideram as praças de abrangência de cada veículo e, necessariamente, mais de um estado) respondem por 62,4% do investimento total deste grupo monitorado, que foi de R$ 17,5 bilhões. Os estados mais fortes em veiculações regionais foram São Paulo (15,2%), Rio de Janeiro (5,7%), Minas Gerais (2,5%), Rio Grande do Sul (2,1%), Bahia (1,9%) e Paraná (1,8%). Veja a lista completa na tabela abaixo.

No site do Cenp, a divisão de valores pode estado foi adicionada a todas as divulgações feitas anteriormente relativas aos anos de 2019 e 2018.

Divulgado em abril, o consolidado de 2019 do Cenp-Meios mostra crescimentos da internet e do out of home na distribuição das verbas publicitárias que passam pelas maiores agências do País. Na comparação com 2018, o share da internet subiu de 17,7% para 21,2%. A mídia out of home, que já era a terceira força do mercado, aumentou sua participação de 8,4% para 10,5%. Apesar de menor share, as TVs abertas e canais por assinatura ainda somam 60% do bolo. A fatia da TV aberta diminuiu de 58,3% para 52,8%, enquanto a da TV por assinatura baixou de 7,4% para 6,9%.

O consolidado de 2019 mostra um importante aumento na base de agências que remetem informações ao levantamento, de 78 para 226 empresas. Entretanto, como as maiores agências de publicidade do País já faziam parte da base de dados, a adesão de 148 médias e pequenas empresa alterou pouco o montante movimentado com compra de mídia. Houve alta de 6%, totalizando R$ 17,5 bilhões. Entretanto, esse valor não representa o total do bolo publicitário brasileiro, pois inclui a movimentação financeira destinada à veiculação de publicidade que passa pelas 226 agências certificadas pelo Cenp e participantes do projeto.

No início de junho, foram divulgados os primeiros dados que englobam impactos da crise econômica provocada pela Covid-19 nos investimentos dos anunciantes brasileiros. Sem considerar a inflação, a compra de mídia monitorada pelo Cenp-Meios caiu 22,3% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado: de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,9 bilhões. Houve uma pequena queda na base de agências que remetem informações ao levantamento, de 214 empresas no primeiro trimestre de 2019 para 209 empresas no período de janeiro a março de 2020. Em termos de share, a participação da TV aberta cresceu de 54,7% para 57,9% do bolo. Já a internet caiu de 19,1% para 17,3%. A mídia OOH oscilou de 11,4% para 11,2% do total.

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