Emissoras prestam homenagens a Manoel Carlos
Autor, diretor e produtor faleceu no último sábado, 10, e marcou a dramaturgia brasileira com suas obras e produções
Manoel Carlos, o Maneco, faleceu nesse sábado, 10, aos 92 anos. Ele estava em tratamento contra a doença de Parkinson.
O autor marcou a televisão brasileira e veículos como Record e TV Globo homenageiam e prestam tributos.

Manoel Carlos marcou a dramaturgia brasileira com suas ”Helenas” e tramas envolventes em novelas (Crédito: João Miguel Junior/TV Globo)
Nascido em São Paulo, em 1933, sua carreira artística começou pela atuação. Aos 17 anos, iniciou nos palcos Grande Teatro Tupi, programa de teleteatro da TV Tupi. Mas foi escrevendo para a televisão que Maneco atingiu o estrelato, marcando a dramaturgia brasileira.
Desde 1952, passou pela TV Record e pela mineira TV Itacombi, de Belo Horizonte, por exemplo. Só na TV Tupi, do Rio de Janeiro, chegou a adaptar mais de 100 teleteatros. Para a Record, escreveu e participou da produção de programas como Família Trapo, ao lado de Jô Soares, e de variedades que reuniram estrelas da época. Também participou dos bastidores de grandes festivais da MPB que marcaram a história da Record.
A emissora emitiu uma nota de pesar ao falecimento de Manoel Carlos, transmitindo os sentimentos e solidariedade à família, amigos e aos inúmeros fãs que acompanharam sua trajetória.
“Com vasta carreira na televisão, autor de grandes sucessos na teledramaturgia da TV Globo, recordamos com especial reverência o seu trabalho pioneiro na TV Record durante as décadas de 1950 e 1960. Maneco foi uma das mentes brilhantes, que nesta época na emissora paulista ajudou a revolucionar o entretenimento brasileiro. Enquanto a TV ainda dava seus primeiros passos no Brasil, Manoel Carlos já demonstrava um talento visionário nos estúdios da Record”, diz a nota.
A Record ainda salienta seu legado de inovação e excelência, bem como aponta que a contribuição para a cultura televisiva no Brasil jamais será esquecida.
Na década de 1960, ele integrou as últimas produções da TV Excelsior.
Já com a Globo, a história de Maneco começou na direção-geral do dominical Fantástico, onde permaneceu entre 1972 e 1975. A primeira novela para a emissora veio três anos depois, com Maria, Maria, adaptação do romance Maria Dusá.
Mas foi com as “Helenas” que o autor deixou sua marca na emissora. Inspirado pela mitologia grega, o nome deu vida à diversas personagens interpretadas por grandes nomes da TV brasileira — como Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni e Taís Araújo, por exemplo — em tramas que envolviam conflitos familiares, ambientados no Rio de Janeiro. Algumas são Felicidade, de 1991; Por Amor (1998), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006).
O último trabalho como autor de novelas foi Em Família, exibida em 2014.
Suas obras o premiaram com reconhecimentos como o Troféu Imprensa, Troféu Internet e Prêmio Extra de Televisão.
A TV Globo prepara na próxima segunda-feira, 12, um tributo a Manoel Carlos. A emissora trará matérias durante a programação ao longo do dia e, após a estreia do Big Brother Brasil 26, reexibirá Tributo – Manoel Carlos, especial que reúne reúne atores e atrizes que deram vida a personagens inesquecíveis de suas histórias.
Artistas como Carolina Dieckmann, Susana Vieira, Alinne Moraes, Antonio Fagundes, Deborah Secco e Tony Ramos revisitam sets de gravação e relembram fatos e curiosidades dos bastidores.
No digital, portais como o g1 e gshow ampliaram a cobertura jornalística sobre a morte de Manoel Carlos, com matérias sobre as obras do autor e fatos de sua carreira e produções, bem como momentos marcantes e resgates de participações e entrevistas de Maneco na programação da TV ao longo dos anos, por exemplo.