O que podemos aprender com a Ucrânia no Web Summit

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Opinião

O que podemos aprender com a Ucrânia no Web Summit

Quem pensaria em um país em guerra como o melhor lugar para alavancar uma inovação?


17 de novembro de 2022 - 8h00

(Créditos: Reprodução)

“Nós somos o melhor lugar para testar suas ideias”. Foi com essa provocação que os líderes da Ucrânia surpreenderam com sua participação no Web Summit, presença que por si só já diz muito: o evento, com público na casa dos 70 mil, divulgou que os ucranianos ocuparam o sexto lugar em número de participantes.

Afinal, quem pensaria em um país em guerra como o melhor lugar para alavancar uma inovação?

Considere um país que, em meio a maior guerra tecnológica da história, se conecta com o maior evento de inovação do mundo para criar consciência sobre a responsabilidade de ser desenvolvedor e criador de tecnologias que podem ser usadas para o bem, mas também para o mal. Nos fizeram mergulhar em reflexões sobre propósito e impacto e o quanto essa discussão não pode se perder de vista em nenhuma área criativa. Para além disso, também nos fizeram refletir sobre estratégia, sobre comunicação e o poder de trazer as pessoas para o centro da conversa, construindo alianças a partir de comunidades.

Em tempos de crise a inovação se faz cada vez mais importante e essa máxima nunca fez tanto sentido. Com mensagens potentes, combinando a voz embargada pela emoção e slides com argumentos e pedidos muito assertivos, se conectou com corrente de 70mil influenciadores, empresários, líderes e criadores. E aqui destaco algumas reflexões do que podemos aprender com eles:

Em situações sensíveis, reforce o seu compromisso com as pessoas e com o propósito comum. Apenas por meio da colaboração e do esforço coletivo conseguimos gerar impacto genuíno, com poder real de mobilização;

Em momentos de crise não negligencie o poder da inovação. Procure se estruturar para ter times cuidando do essencial, mantendo as engrenagens girando, ao mesmo tempo que tem pessoas dedicadas para buscar novas soluções e modelos de vencer os desafios;

No seu contexto competitivo entenda com quem você está confrontando e quais recursos ou ferramentas estão sendo usadas por quem está ganhando. O “como” fazer as coisas é tão importante quanto a estratégia do que e porque fazer;

Procure alianças além do óbvio, converse, coloque seus temas na mesa. Se buscamos resposta sempre nos mesmos lugares dificilmente teremos novas soluções. Mais cabeças pensando colaborativamente nos levarão mais longe que poucas fechadas em uma sala;

Seja objetivo e deixe sua mensagem clara. A Ucrânia deu um show de poder de síntese elegendo poucas mensagens, mas passadas com muito impacto. Escolher as palavras certas não é trivial;

Entenda que sua mensagem é menos sobre você e mais sobre porque as pessoas irão se conectar e se interessar por ela. Adequar sua abordagem para cada audiência, sem perder sua essência, é o que fará sua causa relevante. A Ucrânia poderia ter sensibilizado o mundo apenas pelo emocional despertado a partir do conflito da guerra, mas foi além, fez brilhar os olhos de pessoas que têm ideias e produtos e que precisam de alianças pra colocá-las em prática;

Por fim, planeje e seja ousado. Grandes batalhas não se vencem sem ousadia e sem coragem. Grandes desafios e oportunidades pedem ações revolucionárias.

E para quem ficou interessado, segue o link divulgado pela ucrânia: clique aqui!

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