Tem repensado a pirâmide social brasileira antes de comunicar? Deveria

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Opinião

Tem repensado a pirâmide social brasileira antes de comunicar? Deveria

Para chegar bem perto do seu público-alvo, é fundamental apurar o olhar para entender quem são as pessoas correspondentes aos nove pilares da pirâmide


30 de novembro de 2023 - 6h00

Responda rápido: quem é o brasileiro dos anos 2020? Aliás, quem são os 203 milhões de brasileiros vivendo nesse período histórico? Como vivem? O que consomem, comem? Como se comportam? Difícil demais ter resposta pronta para esse conglomerado de vidas, experiências e diferenças — algumas flagrantes. Trazendo essa pergunta agora para quem respira comunicação, com qual parte da “nova” pirâmide social do país você quer se relacionar?

Para chegar bem perto do seu público-alvo, é fundamental apurar o olhar para entender quem são as pessoas correspondentes aos nove pilares da pirâmide. Nessa releitura aqui, computamos os “rico ricos”, “rico médios”, “rico pobres”, “médio ricos”, “médio médios”, médio pobres”, “pobre ricos”, “pobre médios” e “pobres pobres”.

Vale ressaltar que fazer parte dos diferentes grupos socioeconômicos no Brasil pode ter um impacto significativo na vida das pessoas. Eles geralmente são classificados com base na renda e no acesso a recursos e oportunidades.

Começando pelos grupos mais privilegiados, temos os “ricos ricos”. Essas são as pessoas que possuem uma renda muito alta, geralmente proveniente de negócios próprios, herança ou cargos de alto escalão em companhias gigantes. Esse grupo seleto tem acesso a uma ampla gama de recursos e oportunidades, como educação de qualidade, saúde privada, moradia luxuosa e viagens internacionais. Além disso, vivem em bairros nobres, frequentam escolas particulares e desfrutam de uma vida bem confortável.

Logo abaixo desse topo, aparecem os “ricos médios”. Essas pessoas também têm uma renda alta, mas não tão exorbitante quanto a dos “ricos ricos”. Podem ter empregos bem remunerados em áreas como medicina, direito, engenharia ou administração. Também têm acesso a uma boa qualidade de vida, mas precisam fazer algumas escolhas financeiras mais cuidadosas em relação aos “ricos ricos”. Os “ricos médios” podem morar em bairros de classe média alta, frequentar escolas particulares de renome e aproveitar de alguns luxos, sem a mesma liberdade financeira que os “ricos ricos”.

Em seguida, temos a classe média, uma categoria ampla e diversificada, que engloba pessoas com renda estável e acesso a alguns recursos e possibilidades. Ela pode ser dividida em “classe média alta” e “classe média baixa”. A primeira, geralmente, possui empregos estáveis e bem remunerados, como professores, profissionais de TI, funcionários públicos, entre outros. Tem acesso a serviços básicos, como saúde pública e educação de qualidade, mas podem enfrentar algumas dificuldades financeiras em momentos de crise. Já a “classe média baixa” pode ter empregos menos estáveis e remunerações mais modestas. Pode enfrentar dificuldades para pagar por serviços de saúde privados e depender de escolas públicas de qualidade variável.

Descendo um pouco mais na pirâmide, chegamos aos grupos menos privilegiados, como “pobres ricos”. São pessoas que possuem uma renda baixa, mas têm acesso a alguns recursos e oportunidades. Podem ter empregos informais ou trabalhar em setores de baixa remuneração, como serviços domésticos, construção civil ou comércio informal. Acessam serviços públicos, como saúde e educação, mas podem enfrentar dificuldades financeiras para suprir todas as suas necessidades básicas.

Abaixo, aparecem os “pobres médios”, pessoas com renda baixa, que enfrentam dificuldades financeiras significativas. Podem depender de programas sociais do governo para sobreviver e ter acesso limitado a serviços básicos, como saúde e educação. Os “pobres médios”, geralmente, vivem em áreas urbanas precárias, com infraestrutura deficiente e falta de segurança.

Por fim, temos os “pobres pobres”, pessoas que vivem em extrema pobreza, com renda muito baixa ou até mesmo sem renda. Enfrentam dificuldades para suprir as suas necessidades básicas, como alimentação, moradia e saúde. Na maioria das vezes, vivem em áreas rurais ou em favelas urbanas, onde os problemas causados pela ausência de infraestrutura adequada e oportunidades são ainda mais acentuados.

Do “rico rico ao pobre pobre”, o mais importante é entendermos que essas categorias são simplificações, já que a realidade socioeconômica brasileira é complexa e multifacetada. Há muitas nuances e variações dentro de cada grupo, e a mobilidade social também desempenha um papel relevante na trajetória das pessoas.

Mais do que isso: precisamos descobrir que são os formadores de opinião oriundos desses recortes sociais, considerados referências dentro de seus círculos. Dado seu alto envolvimento com temas diversos, eles conseguem antecipar o novo e traduzir isso para os seus grupos. Pesquisar os formadores de opinião comunitários, por exemplo, é uma forma interessante de enxergar, no presente, alguns comportamentos que serão massivos no futuro.

Fazendo um último exercício, proponho algumas reflexões: você seria capaz de dizer em qual pilar dessa pirâmide revisitada você se enquadraria? Analisando o seu propósito profissional, esse pilar converge com o seu público? Como criar ou manter laços fortes com o seu consumidor considerando ainda a fragmentação dos canais de mídia? Bora rever a pirâmide e as estratégias?

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