O que levou o Burger King a falar de política

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O que levou o Burger King a falar de política

Ariel Grunkraut, diretor de vendas e marketing do BK Brasil, fala sobre o vídeo que estreou na noite deste domingo, 30, durante o debate na TV Record

Luiz Gustavo Pacete
1 de outubro de 2018 - 11h38

O vídeo publicado pelo Burger King na noite deste domingo, 30, na TV Record, durante o debate entre presidenciáveis, e nas redes sociais, repercute, inclusive, entre os próprios políticos. O perfil oficial do candidato Henrique Meirelles, por exemplo, chegou a retuitar o vídeo assim como o fez o Partido Novo.

Na ação, criada pela agência David e filmada em São Paulo, na semana passada, ao votarem em branco, pessoas dão  a terceiros o direito de escolher o recheio do lanche: cebola e maionese. Nas redes sociais, as pessoas questionaram se esse tipo de ação seria permitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao Meio & Mensagem, enquanto acompanhava a repercussão, Ariel Grunkraut, diretor de vendas e marketing do Burger King Brasil, falou sobre o que levou a marca a entrar no assunto e os riscos envolvidos. O vídeo já chegou a mais de dez milhões de impacto no Facebook e oito milhões no Twitter.

“No sábado, ainda antes do debate, nós lançamos um post perguntando quem votaria em branco e enviamos o Whooper Branco na hora do debate para a casa dessas pessoas, foi uma forma de extrapolar essa ação”, afirma Ariel.

 

Ariel Grunkraut: O principal cuidado foi deixar claro para nós mesmos que o foco é o consumidor (Crédito: Divulgação)

Meio & Mensagem- O que levou o BK a entrar em um tema tão delicado e que gera debate nas redes?
Ariel Grunkraut – A ideia surgiu há três semanas quando começamos a ver, pelas pesquisas, a quantidade de votos em brancos e nulos. E considerando nossa responsabilidade como marca, de gerar conversas, identificamos que era importante falar sobre esse assunto. Era importante se posicionar e explicar para as pessoas o que acontece quando se vota nulo e branco. E quando falamos sobre hackvertising, tem muita relação com esse tipo de ação. Entrar na conversa como marca e ter uma opinião.

M&M – Quais foram os cuidados e as premissas dessa campanha?
Ariel – Não vou negar que houve um frio na barriga de entrar em um tema tão cavernoso. Mas a marca tem esse papel e, é importante deixar claro que, em nenhum momento tomamos partido nenhum. O principal cuidado foi deixar claro para nós mesmos que o foco é o consumidor. Que não quisemos, neste momento, se referir a partido A ou B.

M&M – Como estão acompanhando as repercussões, durante a noite e nas redes?
Ariel – Tem um fato curioso sobre a repercussão que tem relação com as discussões sendo geradas. Tem gente vendo propaganda subliminar no comercial a favor do Bolsonaro, outros a favor do PT, as pessoas estão associando os números da promoção que aparece atrás para associar ao número de determinado candidato e isso é algo que não se prevê.

M&M – Acham que essa campanha pode chegar ao Conar ou ao TSE?
Ariel – Não acredito. Seria uma surpresa se isso acontecesse. Pelo contrário, estamos ajudando muita gente ao explicar de forma divertida e clara um assunto que costuma ser tão confuso e que remete à importância do voto.

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