O protagonismo do Small Data na era dos resultados urgentes

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O protagonismo do Small Data na era dos resultados urgentes

Complementar ao Big-Data, o conceito, focado em impacto de curto prazo é cada vez mais uma necessidade de empresas em busca de inovação

Luiz Gustavo Pacete
13 de agosto de 2018 - 8h43

O Big Data e sua importância já são bastante abordados entre empresas e consultorias. Já o Small Data nem sempre conseguiu esse protagonismo. Em maio, com a vigência da GDPR, Lei de Dados da União Europeia, o conceito que remete a dados em menor escala, passou a ser mais considerado dado o grau de precisão e proximidade das informações do cliente. Small Data e Big Data são estratégias complementares de utilização de dados, para especialistas, no entanto, a diferença entre eles tem ficado cada vez mais clara na medida em que muitas empresas estão pressionadas em buscar o resultado no curto prazo.

Para Mario Hime, head de dados da Cosin, consultoria de negócios e tecnologia do grupo DAN, enquanto Big Data envolve volumes enorme de dados, em sua grande maioria não estruturados e complexos, onde apenas métodos científicos de análise avançada conseguem extrair informações valiosas, o Small Data é pequeno para a compreensão humana em um volume que o torna acessivo e informativo. “É um conjunto de informações que podem ser encontradas por exemplo em um CRM de uma pequena empresa ou pesquisas de mercado. O Small Data há anos vem suportando a tomada de decisões das empresas. Vale lembrar que muito antes do Big Data, as empresas de varejo já utilizavam o histórico de compras para as tomadas de decisão”, explica.

“Já é amplamente discutida a importância de usar dados a favor do negócio, ainda mais em marketing e comunicação. O que é pouco discutido, no entanto, é qual o impacto tangível que podemos fazer usando os dados já disponíveis hoje para que as marcas e produtos tenham retornos imediatos”, diz Denys Fehr, CEO da Just a Little Data, consultoria parte da The B Network. De acordo com Denys, muitas organizações aproveitaram a tendência crescente de Big Data e estão no momento do alto investimento, mais ainda com pouco ou nenhum retorno. “Muitas marcas e empresas menores não possui grandes orçamentos para todo esse investimento, e muitas vezes se veem longe do ‘data driven marketing’ por conta disso”, explica.

Em muitos casos, os altos investimentos em Big Data ofuscam a utilização e os resultados da aplicação do Small Data no dia-a-dia. “Quanto mais biônicos nos tornamos (smartphones, smartwatches, smart glasses, smartbooks) maior é a quantidade de dados disponíveis para revisitarmos as nossas decisões diárias e, portanto, mudar ou criar novos hábitos”, diz Renato Carbone, gerente de planejamento da consultoria Valuenet Incentive Solutions. “O problema atual é que esta quantidade de dados muitas vezes ultrapassa a nossa capacidade humana de processá-los e por isso, quanto mais dados, mais ruído. E é aí que o Small Data mostra o seu valor prático”, explica.

Em relação a escolher entre uma ou outra metodologia, Denys alerta que não é uma questão de opção, mas de complementaridade. “Não falo para as empresas tirarem seu foco da estruturação dos seus ambientes de Big Data – mas não pode perder de vista o dado já processado e dentro de casa, as vezes dentro de uma área de atendimento ao cliente, logística, ou produção, que está pronto para ser analisado, e que pode conter informações precisas para evoluir seu faturamento, receita, otimizar seu custo”, afirma Denys.

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