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Redes sociais: espelho do mundo real

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Redes sociais: espelho do mundo real

Pesquisa Kids Experts ? edição 2011 ? comprova que crianças e jovens transpõem ao computador os mesmos comportamentos e anseios do mundo real

Bárbara Sacchitiello
14 de setembro de 2011 - 3h23

As crianças gostam de brincar e de se divertir. Os adolescentes gostam de formar seu grupinho de músicos, trocar ideias e serem notados. Esses padrões de comportamento não são novidade para ninguém. Mas, será que esse jeito de de comportar é adotado no ambiente online ou no mundo “real”? Segundo a edição 2011 da pesquisa Kids Experts, realizada pela Turner e pelo canal Cartoon Network, crianças e adolescentes comportam-se da mesma maneira – seja no convívio social ou diante da tela do computador.

Com uma base mais ampla do que nas edições anteriores – dessa vez, a pesquisa também contabilizou as opiniões de adultos entre 18 e 49 anos e somou os dados coletados em outros países da América Latina, como Argentina, Colômbia, México e Venezuela – a E-Life Kids Experience procurou mapear o comportamento de crianças e adolescentes nas redes sociais e mapear a importância que a internet possui em suas atividades diárias.

Logo de início, é fácil identificar uma crescente “maturidade digital” nas novas gerações, que já nasceram conectadas e não enxergam uma barreira de separação entre a vida on e offline. De acordo com os dados, 88% das crianças entre 6 e 11 anos participam de alguma rede social. Para os adolescentes e adultos até 34 anos, esse índice sobe para 95%. Ou seja, tornou-se tornar administrar e relacionar-se no mundo real e na internet, como se fossem duas ‘vidas’, que caminham em paralelo e que refletem os gostos, atitudes e maneira de ser de cada pessoa.

De acordo com os dados, as crianças navegam na internet uma média de duas a três vezes por semana, permanecendo conectadas duas horas, diariamente. No caso dos teens, a permanência na web é ainda maior: são três ou quatro horas de navegação média, todos os dias.

Diversão e comunicação

De maneira geral, a pesquisa apontou que os dois grupos (crianças e adolescentes) procuram um jeito de fazer na web a mesma coisa que fazem no mundo real. Para os pequenos, a principal função do computador é servir como diversão. 72% das crianças participam das redes sociais para jogar e fazer brincadeiras, fazendo da tela do computador um palco livre para desenvolver a magia infantil.

No caso dos jovens, a funçao da web é outra. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, a internet é a principal ferramenta de integração e socialização. É ali que eles afirmam sua personalidade, trocam mensagens com amigos (46% acreditam que a função principal das redes sócias é essa), expressam suas opiniões e sentem-se incluídos. Para esse grupo, a inclusão no mundo e no grupo de amigos passa pelos perfis do Facebook, Orkut e Twitter e todas as mensagens, fotos, rede de amigos e comentários são usados como ‘embalagem’ da marca pessoal.

Consumidores de opinião

Para as marcas que buscam cair nas graças desse público, há uma boa notícia: 24% das crianças e 42% dos adolescentes usam as redes sociais para dar opinião sobre produtos ou marcas que conheçam ou que desejam conhecer. E, a maior parte dessas mensagens geralmente é positiva: eles preferem elogiar algo que gostam do que reclamar das marcas que não gostam. A internet, inclusive, serve como importante fonte de informação para que eles busquem dados, preços e opiniões sobre os produtos que queiram adquirir.

As marcas também são usadas como estratégias para aumento de popularidade. Até quando comenta sobre uma marca ou produto que comprou, a criança ou o jovem está querendo ser ouvido pelos amigos  reconhecido por ser antenado, por ser o primeiro a ter algo diferente ou por mostrar sua opinião aos demais. 

Conectados, mas de olho na privacidade

Outro ponto interessante da pesquisa é que, por mais que o uso da internet seja algo intrínseco aos hábitos das novas gerações, ela está longe de substituir o contato “real”. Na hora de contar uma novidade, por exemplo, todas as faixas etárias garantem que buscam, primeiramente, conversar com o melhor amigo, seja pessoalmente ou por telefone, em vez de postar o comentário no Twitter ou no Facebook.

O Brasil também destacou-se no quesito do controle, por parte dos país. Das crianças entevistadas do País, 97% garante que recebem restrições dos pais sobre o que podem ou não acessar. A maioria dos pequenos (62%) garante que só se relaciona, na web, com os amigos que conhecem pessoalmente e mais e 70% das crianças edos jovens dizem que mantem sua vida virtual fechada apenas para seu círculo de amigos.

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