O olhar muda tudo
Cannes Lions já é um território conhecido, mas chegarei com lentes diferentes dessa vez
Já participei algumas vezes de Cannes Lions. Na minha última oportunidade, vim pelo Google, com a lente de produtos e soluções, querendo entender como a tecnologia se comportava e como as plataformas de anúncios poderiam gerar experiências melhores para os usuários. Uma abordagem legítima, mas talvez não tão profunda.
Também já acompanhei o festival de perto estando na cadeira de marketing, liderando o marketing da General Motors na América do Sul, buscando saber quais eram as melhores práticas criativas do mundo, o que eu poderia aprender e como poderia transmitir o “como fazer”.
Agora, minha ida com a Winnin, plataforma de inteligência cultural movida por IA, tem um objetivo novo, diferente e inquietante: onde uma marca tem de fato o “right to win” na cultura? Como se conquista atenção de forma genuína, em vez de simplesmente comprá-la? A criatividade que não encontra a cultura de forma autêntica é só uma produção cara.
E talvez seja por isso que Cannes Lions 2026 seja tão relevante: estamos ali para trocar e aprender. Além de premiar as campanhas, o festival deste ano tem o retrato da nova disputa pelo ativo mais escasso do mercado: a atenção genuína das pessoas, onde a tecnologia é só o ponto de partida. Então, busco entender este novo padrão, já sinalizado pelos painéis que teremos: perceber quais são os trabalhos que conseguem ser inovadores, culturalmente relevantes e comercialmente eficazes ao mesmo tempo, isto é, não os que têm um ou dois desses atributos, mas sim os três juntos.
Quero descobrir quais marcas chegaram a Cannes 2026 não só com uma campanha bonita, mas com a evidência de que entenderam onde a atenção do seu público realmente vivia, e chegaram até lá. Nos vemos na Croisette.