10 tendências do The Future 100 para o mercado em 2026
Relatório da VML destaca IA, economia criativa e novos comportamentos para profissionais de marketing e publicidade

(Crédito: Shutterstock)
A VML apresentou a 12ª edição do relatório The Future 100, que mapeia as principais tendências de consumo e comportamento para o ano de 2026. O estudo introduz o conceito de “distopismo”, uma mentalidade que mescla o reconhecimento de desafios globais complexos com uma busca ativa por inovação e renovação. Essa abordagem sugere que, diante de crises e sistemas em colapso, surge um movimento para construir novas soluções centradas no ser humano, transformando a disrupção em um catalisador de mudanças.
Baseado em uma pesquisa global com mais de 15 mil adultos em 16 mercados, incluindo o Brasil, o documento identifica 100 tendências distribuídas em dez setores, como tecnologia, marketing, varejo e inovação. O relatório revela que o público não está apenas lidando com as instabilidades atuais, mas abraçando novas formas de viver, consumir e se conectar com as marcas, refletindo um cenário de resiliência e busca por transformações fundamentais na cultura e nos negócios.
A seleção das dez tendências destacadas nesta matéria prioriza os movimentos que impactam diretamente a cadeia de comunicação, do planejamento estratégico à execução criativa. Em um cenário onde a inteligência artificial deixa de ser uma promessa para se tornar infraestrutura e a relação entre marcas e comunidades se torna mais horizontal, esses tópicos foram escolhidos por oferecerem os caminhos mais críticos para profissionais que buscam transformar os conceitos do relatório em oportunidades tangíveis de conexão e crescimento no mercado brasileiro.
- Democratizando a creAltividade: esta tendência foca em como as ferramentas de IA generativa estão tornando a criatividade de alto nível acessível a todos, permitindo que indivíduos e marcas criem conteúdo complexo com facilidade. Para o mercado publicitário, isso representa uma mudança fundamental nos processos de produção e na colaboração entre humanos e máquinas;
- O criador soberano: o relatório aponta uma evolução na economia dos criadores, onde eles passam a ter mais poder do que as plataformas, construindo ecossistemas próprios de audiência e monetização. É um ponto crucial para estratégias de marketing de influência e parcerias de marca;
- Democracias de marca: marcas estão convidando comunidades para participar ativamente do desenvolvimento de produtos e campanhas. Um exemplo citado é a campanha da Škoda, que permitiu que membros do Reddit personalizassem um modelo de carro, resultando em um aumento de 255% nas encomendas e em um prêmio de ouro no Cannes Lions;
- Branding antropomorfizado: refere-se à “era do mascote de marca desequilibrado” (unhinged brand mascot), como o Duo do Duolingo, que utiliza humor e narrativas inusitadas em redes sociais para gerar engajamento massivo. No Weibo, uma colaboração entre o Duolingo e a Luckin Coffee alcançou mais de 9,6 milhões de visualizações em poucos dias;
- A influência da Geração Alpha: esta geração, nascida entre 2010 e 2024, já influencia 42% dos gastos domésticos e possui um poder de consumo direto superior a US$ 100 bilhões anuais. Para marcas, entender esse grupo que nasceu em um ambiente de jogos e IA é vital para o planejamento futuro;
- Experiências transformadoras: a economia da experiência está evoluindo para a “economia da transformação”, onde o consumidor busca resultados que mudem sua perspectiva ou vida pessoal. Cerca de 87% das pessoas concordam que as melhores experiências são aquelas que as deixam transformadas de alguma forma;
- Treatonomics: em tempos de incerteza econômica, os consumidores priorizam pequenos gastos (“mimos”) que oferecem dopamina imediata e conforto emocional. Cerca de 30% da Geração Z está gastando mais em pequenos prazeres como forma de autocuidado e controle;
- Mundos narrativos de IA: a IA permite a criação de universos narrativos adaptativos e interativos onde as marcas podem cocriar histórias em tempo real com seu público. Isso redefine o storytelling de passivo para uma experiência imersiva e participativa;
- Universos de storytelling: marcas estão expandindo suas propriedades intelectuais (IP) para múltiplos formatos, como jogos, filmes e produtos físicos, criando ecossistemas de entretenimento que vão além da venda de produtos;
- Geração sintética: uma nova geração de consumidores está formando relacionamentos significativos com identidades geradas por IA. Cerca de 49% das pessoas afirmam ter formado uma conexão significativa com uma IA, o que abre novos campos para o atendimento ao cliente e personalidades de marca sintéticas.
