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Com mais da metade de marcas novas no mercado, Toy Fair apresenta lançamentos até 16 de fevereiro


15 de fevereiro de 2016 - 5h09

(*) Por Adrianne Pasquarelli, do Advertising Age

Uma cidade construída de massinha de modelar Play-Doh, uma caneta 3D que desenha em plástico e uma lagarta interativa. Esses são apenas alguns dos produtos imperdíveis da Toy Fair deste ano, a 113ª edição da feira que acontece até esta terça-feira, 16 de fevereiro, em Nova York.

Enquanto as gigantes Mattel e Hasbro terão uma grande exibição no evento, empresas menores, como Wonder Workshop e GoldieBlox, marcarão presença. Inclusive, mais de 300 das 1.237 marcas expositoras são recém-chegadas ao mercado, pouco mais do que as 200 do ano passado. O pequeno aumento não é coincidência: os organizadores do evento estão concentrando esforços para garantir espaço para expositores de primeira viagem, a fim de mostrar a mais ampla variedade de brinquedos inovadores, disse uma porta-voz. Como o evento alcançou a capacidade máxima do Jacob Javits Center, o espaço para expositores existentes foi limitado.

Varejistas podem esperar para ver uma mistura de brinquedos clássicos – a Hasbro vai apresentar cinco novos produtos de sua popular linha Play-Doh, agora em seu 60º aniversário, bem como novas coleções de Nerf – e os pioneiros da marca – Zing Toys exibe o StikBot, um estúdio de animação em stop-motion, que inclui uma tela verde. A Redwood Ventures, uma empresa com sede em Bella Vista, Arkansas (EUA), por exemplo, criou a AtmosFlare, uma caneta dimensional que desenha com material fotopolímero que endurece em esculturas suaves.

Muitas marcas estão se concentrando na palavra de marketing codificação. O novo Think & Learn Code-A-Pillar, da Mattel, que incentiva a capacidade de continuidade e pensamento crítico entre crianças pré-escolares, vem recebendo muito incentivo. No entanto, especialistas dizem que a maioria dos brinquedos já vêm equipados com codificação, sejam eles comercializados ou não.

"Codificação é algo que os pais gostam de ouvir, mas crianças organizando um conjunto de Lego têm bases de codificação", diz Chris Byrne, consultor da indústria de brinquedos e diretor de conteúdo para TTPM (Toys, Tots, Pets & More). "Os melhores brinquedos que estão sendo comercializados como codificação são brinquedos que são realmente envolventes e divertidos para as crianças jogarem – após uma hora de lição de casa, quem quer fazer mais lição de casa?". O executivo destacou a Wonder Workshop, que vende brinquedos robóticos que são divertidos, e ainda sim, educativos.

A filial da Mattel na cidade El Segundo, na Califórnia (EUA), está apostando em novas ofertas da franquia da Barbie, que agora inclui maior diversidade étnica e tipos de corpo. A fabricante também está lançando uma linha de super-heroínas da DC, baseada nas personagens dos quadrinhos.

Byrne também enfatizou que os anunciantes bem-sucedidos irão criar brinquedos com os quais as crianças possam construir uma comunidade, nesta idade hiper-social. Mesmo o Rainbow Loom, produto de baixa tecnologia lançado em 2014, era muito popular porque as crianças compartilhavam seus projetos no Youtube. "Olhando para maneiras de aproveitar a mídia social de uma forma saudável e interativa, que também engaja as crianças em jogos clássicos, essa é a próxima geração de toda essa tecnologia", disse Byrne.

O Toy Industry Association, que organiza a Toy Fair, também lançará a Play Fair, apresentada pela Lego e Nickelodeon, pela primeira vez este ano em 13 e 14 de fevereiro no Javits Center. O evento, que é aberto ao público, exibirá uma série de novos e existentes brinquedos para as famílias, e incluem um escorregador Paw Patrol e túneis Teenage Mutant Ninja Turtle. "Nós estamos focando em maneiras de se conectar com os consumidores", explicou a porta-voz do Toy Industry.

Tradução: Amanda Boucault 

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