Marcas no mobile: tendências de interação

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Marcas no mobile: tendências de interação

Mobile World Congress discute as principais mudanças da indústria de celulares


25 de fevereiro de 2016 - 8h25

(*) Por Kevin Skobac, do Advertising Age

O Mobile World Congress reúne esta semana, em Barcelona, na Espanha, os líderes da indústria para discutir os avanços de hardware e software que mudarão os celulares este ano. Mas, enquanto a Samsung e a LG competem por manchetes com novas tecnologias de tela, câmera e pagamento, há sete capacidades emergentes em mobile, já em funcionamento, que podem alterar significativamente a forma como os consumidores e as marcas interagem no futuro próximo.

1. Notificações se tornarão uma central de alertas

Ao criar um apoio mais sofisticado para conteúdo e interações na barra de notificações, Android e iOS habilitam que qualquer aplicativo execute funções fora do próprio app. Gatilhos contextuais, como clima e GPS, produzem conteúdo na barra de notificações mais práticos do que abrir um app e iniciar uma típica sessão. Esses alertas poderão ser comparados aos DVR, que gravam dados digitais – um único repositório para tudo que precisamos analisar ou fazer algo a respeito. Em breve mal nos importaremos sobre qual aplicativo contribui para a barra de notificações. E esse dispositivo vai ultrapassar os limites do celular: nós vamos ver notificações em notebooks, relógios, TVs e outros.

2. Troca de mensagens se torna uma plataforma dominante

Mensagens têm se tornado a forma predominante de interação móvel, seja na vida pessoal (WhatsApp) ou na profissional (Slack). Esses aplicativos, nos quais já passamos o dia todo, vão exigir mais do nosso tempo ao se transformarem também uma plataforma para outros aplicativos. O Facebook, por exemplo, está testando com o Uber, permitindo que seus usuários requisitem carros e alertem seus amigos sobre um trajeto agendado por meio de um fluxo de mensagem ao longo do restante de sua comunicação social. O Slack lançou uma

3. A inteligência artificial e os robôs se tornarão nossos melhores amigos

A capacidade de a inteligência artificial servir como intermediária entre os usuários e as tarefas fará dos textos e mensagens de voz – a interface de conversação dos usuários – escaláveis. Siri é a manifestação mais conhecida, mas a Alexa, da Amazon, tornou-se rapidamente melhor amiga dos moradores. Com um simples comando de voz a um alto-falante conectado, você pode encomendar produtos, colocar música para tocar, obter informações meteorológicas, e muito mais. Plataformas de mensagens como Slack permitem que robôs respondam aos pedidos e serviços como o robô do Foursquare que permite aos usuários mandarem mensagens com recomendações de restaurantes locais.

4. Aplicativo de mobile streaming nos salva de aplicativo sobrecarregado

O excesso de oferta de aplicativos torna difícil para as marcas atraírem os downloads. Conteúdos importantes são bloqueados em aplicativos, e sites (como o Yelp) forçam downloads de celulares para acessar informações. A capacidade do novo aplicativo de streaming do Google combate esses problemas ao apagar a divisão entre páginas da web de fácil acesso e conteúdo de aplicativos que bloqueiam downloads. Os usuários acessam o conteúdo do aplicativo por meio de uma versão de streaming não baixável do aplicativo. Isto irá melhorar a experiência do usuário no celular, especialmente a busca mobile e aumentará a experimentação e uso de aplicativos.

5. Mobile se torna comando central de nossos ecossistemas conectados

O celular não é apenas um dispositivo independente; é o centro do nosso ecossistema de aparelhos eletrônicos. Poder de processamento incrível, internet incorporada e interfaces intuitivas rápidas o tornam o núcleo de todos os dispositivos inteligentes. O Apple Watch empresta sensores e conectividade do iPhone. O Galaxy VR integra-se a um celular para habilitar a realidade virtual. As lâmpadas Hue e os cadeados Agust usam celulares como controladores. Chromecast e Apple TV estão transformando as antes idolatradas TVs em "telas mudas" ao transmitir conteúdo pelos celulares. O Windows Mobile Continuum ainda permite conectar os celulares a um monitor e teclado para se tornar um PC.

6. Bloqueio de anúncios força o pagamento por conteúdo de mobile 

Enquanto o bloqueio de anúncios não é novidade nos PCs, é mais atraente para os usuários móveis, porque reduz significativamente o uso de franquia de dados e acelera o tempo de carregamento – problemas causados por sites que, irresponsavelmente, sobem anúncios pesados e códigos de controle. Mas, enquanto o bloqueio de anúncios melhora a experiência do usuário móvel, a publicidade paga por muita coisa que aceitaríamos de graça. O resultado será uma grande mudança nas estratégias de negócios para publicações e anunciantes, e um grande abalo na forma como os consumidores pensam sobre valor do que querem.

7. Artigos instantâneos roubam o controle de publicações

As empresas também estão atacando problemas de velocidade e de banda larga no mobile ao desenvolver novas formas de publicar que simplificam o conteúdo de código e cache. Artigos instantâneos do Facebook e Apple News reivindicaram um espaço no universo da mídia, e o Accelerated Mobile Pages do Google está se unindo a eles. Estas novas plataformas de publicações têm o potencial de oferecer uma melhor experiência de consumo para os usuários, mas com o risco de roubar o controle das publicações. O Facebook e a Apple estão oferecendo novas opções de publicidade nativa que pode evitar os ad blockers, incentivando as publicações a entregar sua rentabilização.

Tradução: Amanda Boucault 

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