Visa terá centro de inovação em São Paulo

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Visa terá centro de inovação em São Paulo

Novidade foi adiantada por Eduardo Coello, executivo a frente da operação na América Latina, em entrevista durante a Rio 2016

Teresa Levin
31 de agosto de 2016 - 15h53

Há 30 anos como patrocinador top dos Jogos Olímpicos, a Visa aproveitou a Rio 2016 para fazer os primeiros testes de novas soluções de meios de pagamento, como a pulseira criada em parceria com o Bradesco, o relógio com a Swatch e os anéis usados pelos atletas. A crise brasileira não intimidou as ações da marca: apenas na América Latina, mais de cem bancos parceiros ativaram o patrocínio ao lado da Visa. Eduardo Coello, diretor geral da companhia para a América Latina e Caribe, conversou com Meio & Mensagem durante os Jogos e revelou que há muito espaço para crescer aqui, já que 70% das compras no Brasil ainda são feitas em dinheiro. Além de balão de ensaio global para novos produtos, o País receberá, em São Paulo, um centro de inovação como os já existentes em Cingapura, São Francisco, Miami e Dubai. O executivo também vislumbra um aquecimento do uso de meios de pagamentos nos próximos dois meses, um residual da maior atividade gerada pelos Jogos, semelhante ao que aconteceu em outras cidades-sede. Confira trechos da entrevista:

Eduardo Coello, diretor da Visa para América Latina e Caribe (Crédito: André Valentim)

Eduardo Coello, diretor da Visa para América Latina e Caribe (Crédito: André Valentim)

Top Sponsor

A Olimpíada é um evento global no qual a raça humana está tentando ter um desenvolvimento melhor, assim como as marcas. Esse foi nosso espírito: trazer as melhores oportunidades para os consumidores. Na Rio 2016 mostramos algumas coisas pela primeira vez a todos os mercados. O brasileiro tem desenvolvido uma boa aceitação que nos permite testar tecnologias. Apresentamos alguns meios de pagamento: o anel, distribuído aos atletas, o relógio (parceria com a Swatch, está à venda nas lojas Rio 2016), a pulseira Bradesco Visa, o Samsung Pay. No caso da pulseira, é a primeira vez que temos algo assim, que funciona na rua, para muitas pessoas. Já tínhamos a tecnologia, mas agora estamos experimentando com mais de três mil consumidores para vermos os resultados.

Diferentes formatos

A história da Visa passa pelo desenvolvimento de diferentes plataformas para os clientes, dependendo do país e do segmento do mercado. Nossos clientes, principalmente as instituições financeiras, vão adotando pouco a pouco essas tecnologias. O consumidor precisa ter mais conveniência e segurança. Cada vez que podemos ter uma nova forma segura e conveniente para efetuar pagamentos, sabemos que o consumidor estará disposto a ter esse tipo de tecnologia e seguir provando. O cartão, como o conhecemos hoje, durará muito tempo. Mas pouco a pouco vemos como o cenário está mudando. No caso do Brasil, 8% das transações já são feitas no comércio eletrônico.

Inovação

Estamos lançando diferentes centros de inovação ao redor do mundo. Já temos em Cingapura, São Francisco, Miami, Dubai e, provavelmente, em breve teremos um em São Paulo. É um mercado importante onde queremos estar mais pertos da comunidade de desenvolvedores tendo um centro de inovação com as plataformas Visa abertas. Poderemos acelerar o passo de desenvolvimento e inovação onde iremos crescer na velocidade que o consumidor agora precisa ter.

Legado

Nós analisamos muito o que se passa com a cidade olímpica antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos. Fazemos um estudo aprofundado. Já foi realizado em Londres e Pequim, ano que vem teremos os dados do Rio. Mas posso adiantar que vemos co-mo as transações eletrônicas de locais e estrangeiros crescem antes, mas muito mais durante (nas arenas da Rio 2016 os pagamentos só podiam ser em dinheiro ou cartão Visa). Além disso, existe um efeito residual positivo em média durante dois meses após o evento. Isso porque é um showcase também para a cidade.

Peso do Brasil

O mercado brasileiro é muito relevante, um País com mais de 200 milhões de habitantes, a maior economia da América Latina. É um mercado onde temos parceiros muito bons, avançados, varejistas muito desenvolvidos. Fazemos muitos negócios no Brasil e temos desafios que trazem inovação. Quando vo- cê tem mais pressão sobre o crescimento, é quando a inovação enche a mente. Teremos outros lançamentos aqui, é uma resposta disso: como manter crescimento no Brasil utilizando tecnologia e ficando muito per- to de nossos parceiros de sempre.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição 1725, de 29 de agosto, exclusivamente para assinantes do Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets e Android.

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