Aos 30, Forno de Minas amplia exportação

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Aos 30, Forno de Minas amplia exportação

Empresa já está em 18 mercados, entre eles China, Estados Unidos, Argentina e México, exportando 1500 toneladas de produtos a cada ano

Teresa Levin
4 de dezembro de 2019 - 9h53

Dona Dalva, fundadora do Forno de Minas, em Boston, nos Estados Unidos (Crédito: Divulgação)

Uma receita tradicional de pão de queijo, produzida há 30 anos, hoje leva a Forno de Minas a 18 mercados ao redor do mundo, entre eles, China e Estados Unidos, e, desde agosto deste ano, Argentina e México.  Atualmente, a empresa comercializa 1500 toneladas de produtos no exterior a cada ano, sendo 97% deste total representado pelo pão de queijo. Hoje, o setor internacional da Forno de Minas é um dos que mais cresce na empresa que tem a meta de triplicar sua receita até 2024. Seus esforços no mercado estrangeiro visam a transformação do pão de queijo em um produto global.

“Mais do que conquistar novos mercados, a empresa tem o propósito de levar um pouco de Minas Gerais para o mundo”, revela Valéria Favaretto, diretora de marketing, trade marketing & comex da Forno de Minas. No exterior, os Estados Unidos são o principal mercado da marca, onde o pão de queijo da Forno de Minas pode ser encontrado em cinco mil pontos de venda. “Ainda é um tamanho pequeno para lá, mas estamos construindo um hábito junto aos americanos, somos desbravadores”, brinca a executiva, acrescentando que a empresa quer apresentar no exterior um Brasil que vai além da Amazônia e do Rio de Janeiro.

A receita que agora viaja levando Minas Gerais para muito além do estado, nasceu em 1990 pelas mãos da mineira Maria Dalva Couto Mendonça, mais conhecida como Dona Dalva, em uma loja de 40m2. Em 1999, a Forno de Minas foi vendida para a multinacional Pillsbury, unidade de alimentos da holding Diageo. Dez anos depois, a General Mills, que havia comprado a Pillsbury, fechou as portas, o que motivou a família Couto Mendonça a resgatar seu negócio.

De olho no aumento das exportações e na continuidade de crescimento da demanda no Brasil, a empresa dobrou no ano passado sua área de terreno na fábrica, agora com 48 mil metros quadrados. Com isso, a capacidade de produção da Forno de Minas que hoje é de 10 toneladas por hora passará em breve para 15 toneladas. “Expandimos a nossa unidade fabril para aumentar a capacidade de produção e armazenamento, para termos mais poder de entrega. Isso interfere direto nas relações comerciais e especialmente no food service, canal que queremos trabalhar ainda mais”, antecipa Valéria.

Segundo dados do Instituto Nielsen de agosto deste ano, a Forno de Minas detém 39,2% do mercado nacional de pão de queijo congelado. Dona Dalva, criadora da receita do tradicional pão de queijo, tem hoje 77 anos e todos os dias trabalha na fábrica da Forno de Minas. “Isso imprime uma vontade de fazer mais e melhor, deixa um legado na cultura da empresa. Cada vez mais voltamos a nossa origem, com uma receita autêntica da fazenda, com ingredientes naturais como o queijo, que nós mesmos fabricamos”, revela a executiva.

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