O que uma cidade ganha ao sediar o Super Bowl?

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O que uma cidade ganha ao sediar o Super Bowl?

Com 2020, serão 11 edições da final entre as conferências estadunidenses realizadas em Miami com impacto econômico que pode chegar a US$ 800 milhões nesta edição

Salvador Strano
30 de janeiro de 2020 - 15h00

 

Hard Rock Stadium será palco do Super Bowl LIV. Miami sediará o evento pela 11ª vez (Crédito: Chris Trotman /Getty Images)

A partir de domingo, 2, Miami se tornará a cidade que sediou mais vezes o Super Bowl. Ao todo, serão 11 disputas de campeonato da NFL na maior cidade da Flórida. Atualmente, o município está empatado com Nova Orleans, que também foi palco da decisão de dez temporadas em sua história. A renda gerada pela venda dos 65 mil ingressos chegou a US$ 2 bilhões nesta edição.

Estimativas oficiais da liga sobre as vantagens econômicas de sediar o evento variam dependendo da cidade, mas giram entre US$ 200 milhões e US$ 800 milhões. Nesse bolo, estão gastos de turistas com quarto de hotel, alimentação, transporte e bens de consumo, entre outras despesas.

Para ter acesso ao montante, a NFL exige uma série de critérios técnicos à cidade. Entre eles, renúncias fiscais milionárias, extensão do período ativo de policiais e equipe de trânsito, garantia de disponibilidade de quartos de hotel e, eventualmente, a construção de um estádio novo.

Teoricamente, o retorno sobre esse investimento será positivo, uma vez que, além da explosão econômica gerada durante as semanas que antecedem a partida, há também o legado posterior com a preparação do evento.

Há, entretanto, vozes dissonantes ao discurso oficial da NFL. O professor Victor Metheson, da universidade Holy Cross, afirmou ao Meio & Mensagem que, assim como durante a Copa do Mundo ou a Olimpíada, a maior vantagem desse tipo de evento é o aumento no turismo.

Sobre Miami, por outro lado, o professor destaque que, durante o mês de fevereiro, a cidade já é um destino turístico altamente procurado entre os consumidores estadunidenses. Segundo as estimativas da NFL, serão 125 mil fãs que visitarão o local. Para Metheson, entretanto, o ganho real – se excluída a média de turistas para essa época do ano – será de 40 mil quartos de hotel alugados durante o período.

A estimativa do professor sobre o investimento público necessário para a realização do evento é de US$ 20 milhões à US$ 50 milhões. Caso seja necessário construir um estádio de primeira linha, sobe para a casa do bilhão.

“Uma vantagem de Miami é que é um local ótimo para sediar o Super Bowl e, por isso, já conseguiu diversas vezes ser escolhida sem precisar construir um novo estádio. Outras cidades menos apelativas, como Minneapolis ou Detroit, só conseguiram uma vez, e precisaram construir uma arena”, afirma Victor.

Indulgência entra em campo

O Super Bowl foi disputado pela primeira vez em 1967 – em meio ao processo de fusão das ligas NFL e AFL, então competidoras pelo protagonismo da modalidade. A transição terminou em 1970 e, desde então, deixaram de ser ligas separadas para tomar a nomenclatura de conferências. O campeão de cada uma se encontra, até hoje, na pós temporada, disputada entre janeiro e fevereiro. Esse jogo que é chamado de Super Bowl.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a data figura na segunda posição de maior consumo alimentar do ano, atrás apenas do Dia de Ação de Graças. Uma estimativa publicada recentemente pela National Retail Federation aponta que cerca de 200 milhões de pessoas devem assistir ao jogo.

Entre elas, o gasto médio para a partida será de US$88,65. Ao todo, os fãs deves gastar 17,2 bilhões em produtos, alimentos e decorações para a partida. A federação realizou a pesquisa com 7267 adultos, entre 2 e 9 de janeiro. A margem de erro é de 1,2 pontos percentuais.

O segmento que deve reter o maior montante do consumo é, como tradicionalmente foi, Alimentos e Bebidas. Cerca de 80% do valor total.

Ano passado, por exemplo, a Pizza Hut entregou 1,5 milhão de pizzas no país somente no dia do jogo.

 

*Crédito da imagem no topo: divulgação/NFL

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