Com camisa 24, clubes se unem contra homofobia

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Com camisa 24, clubes se unem contra homofobia

Cervejaria Brahma é a primeira marca a se unir ao movimento #NúmeroDoRespeito, que questiona preconceito

Taís Farias
6 de fevereiro de 2020 - 18h32

Flávio Medeiros, volante do Esporte Clube Bahia, entrou em campo com a camisa 24 em jogo pela Copa do Nordeste (Crédito: Divulgação)

Não é de hoje que o futebol vem se posicionando como plataforma para causas sociais e marcas. Dessa vez, o movimento contra a homofobia no ambiente esportivo colocou a camisa 24 em campo e está conquistando apoio das empresas. Na segunda-feira, 3, a Cervejaria Brahma anunciou apoio à campanha #NúmeroDoRespeito, convidando outros clubes e marcas a participarem da ação.

No Brasil, o número 24 é evitado em campo. O preconceito histórico teve origem no Jogo do Bicho, no qual o número representava o animal veado. Na última semana, com a trágica morte do jogador de basquete Kobe Bryant, que usou a camisa 24 em metade da sua carreira, o tema voltou a ser assunto durante as homenagens.

Em ação criada pela Africa, dois dias após a morte de Kobe, o volante do Esporte Clube Bahia, Flávio Medeiros, entrou em campo no jogo pela Copa do Nordeste usando a camisa 24. O movimento repercutiu nas redes sociais e outros clubes como Botafogo, Fluminense, Santos e Flamengo aderiram à iniciativa e já contam com jogadores usando o número durante suas partidas.

A Brahma participa do movimento e apresentou filme em suas redes sociais convidando outros clubes a se unirem à iniciativa. Para o diretor de marketing da Brahma, Gustavo Castro, a ação é uma oportunidade de reforçar os valores da marca. “O futebol vai muito além do jogo e, por isso, Brahma entende que precisa caminhar junto com a evolução de toda a sociedade”, afirma o executivo.

Para Sergio Gordilho, copresidente e CCO da agência, o futebol é o grande epicentro das transformações que acontecem no Brasil e a campanha #NúmeroDoRespeito pretende trazer a discussão sobre a homofobia permanentemente para os campos. “O futebol é a língua do Brasil”, conta o criativo, que quer levar a ação até a seleção brasileira.

Manifesto #PedeA24, da Revista Corner, promoveu ensaio fotográfico (Crédito: Divulgação)

Para além dos clubes, a iniciativa atingiu o jornalismo esportivo. A Revista Corner lançou o movimento #PedeA24, com manifesto escrito pelo jornalista Mauro Beting e apoiadores como Paulo Vinícius Coelho (PVC), Juca Kfouri e Marcelo Barreto. O movimento promoveu um ensaio fotográfico com as camisas dos principais times de São Paulo com o apelo “Pede a 24” nas costas.

Em janeiro, a temática da camisa 24 também foi abordada pela Champions LiGay, liga de futebol voltada à participação de jogadores LGBTQIA+, com a iniciativa #FutebolSemPreconceito. Em ação criada pela AlmapBBDO, o movimento vestiu a estátua de Pelé, em Santos, com uma camisa da seleção de número 24.

Essa não é a primeira vez que o Bahia se posiciona contra o preconceito. Em dezembro, o clube apoiou sua torcida na criação de uma camisa com as cores da bandeira LGBTQIA+. “O esporte precisa ser agente de transformação social. Por isso, temos direcionado nosso trabalho para fortalecer nosso posicionamento. O nosso papel como clube é fomentar a discussão de temas que estejam em pauta na sociedade”, garante o gerente de negócios do Esporte Clube Bahia, Lênin Franco.

*Crédito da foto no topo: Reprodução

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