Hering lança movimento contra sexismo na moda

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Hering lança movimento contra sexismo na moda

A campanha “Liberdade é básico” é a primeira da AlmapBBDO para a marca, que se tornou cliente da agência há seis meses

Roseani Rocha
3 de março de 2020 - 12h29

 

Com um evento em São Paulo na manhã desta 3ª-feira, 3, a Cia. Hering iniciou com sua principal marca, a Hering, o movimento “Liberdade é básico”, que será explorado ao longo do ano de diferentes formas.

A primeira iniciativa relacionada a esse macro-tema é a campanha #BlusaSemAlça, que pretende substituir o termo “tomara-que-caia”, utilizado há décadas para o modelo de blusa que deixa os ombros à mostra, pelo outro, sem viés sexista – hoje, 70% do público da marca é feminino. O evento contou com um debate do qual participaram a atriz Mariana Ximenes, a escritora Camila Fremder; o produtor de moda Dudu Bertholini; Ana Paula Xongani (Ateliê Xongani), Carol Albuquerque (Hysteria), Daniela Dantas (consultoria de tendências WGSN), Patricia Carta (Bazaar), Andrea Ribeiro e Rita Coelho (ambas da Hering).

Para a ocasião, a Hering está lançando um modelo exclusivo de blusa, em edição limitada, que está à venda no site da marca, com o convite para as mulheres que adquirirem a peça postarem fotos suas com a hashtag #BlusaSemAlça.

Além de Mariana Ximenes (foto abaixo), outras influenciadoras participarão da campanha, que será concentrada em mídias digitais e nos canais da Hering. “Durante 2020, traremos discussões em torno do universo feminino. Nos movimentaremos no sentido de ampliar os debates nesta temática e a atual campanha é apenas a primeira de outras ativações a serem realizadas pela Hering nos próximos meses, todas dentro do conceito ‘Liberdade é básico’, reforçando os valores democráticos da marca”, afirma Rita Coelho, gerente de marketing de Hering.

Com a iniciativa, a Hering se volta para um campo relevante de discussão, após ter derrapado com camisetas supostamente irreverentes, tendo como foco principalmente o seu canal de quiosques Hering Pop e o público geek. A companhia se desculpou por mensagens como “Que se dane a cerveja artesanal” (em meio à crise da mineira Backer e sendo a empresa natural do estado que abriga a maior Oktoberfest do País) e “Meu pet é mais inteligente que seu filho”, e as retirou de circulação.

“O objetivo principal desta ação é gerar valor dentro de um posicionamento sustentável, que visa impactos positivos para a marca e para as comunidades. Como uma marca centenária, que sempre buscou inovação, sabemos que devemos estar conectados ao discurso do tempo e assumir nossa responsabilidade social como um agente de peso na sociedade”, afirma Rita Coelho sobre a ação em curso, destacando o machismo e os termos sexistas como algo que precisa ser discutido, inclusive no mundo da moda.

Em setembro, a Cia. Hering completará 140 anos, o que, num mercado como o brasileiro, significa já ter passado por diferentes tipos de crises. Embora não possa dar perspectivas mais específicas de mercado, por ser uma companhia de capital aberto, Rita Coelho afirma que a Cia. Hering entra em 2020 em “um ciclo de expansão”. Somente com sua marca principal e sua versão infantil – Hering Kids – a empresa tem 675 lojas.

Mas como ressalta a empresa, a Cia. Hering é multicanal. No atacado, vende para lojas e varejistas de diversas marcas e no monomarca tem procurado explorar diferentes formatos e perfis de pontos de venda. O mais tradicional é o Hering Store (mega lojas), mas além dele existem o Hering Basic Shop (para diferentes modelos de centros comerciais) e a mais recente Franquia Light (que busca converter clientes multimarcas de cidades do interior em lojistas exclusivos da Hering). “Temos um cenário bem organizado internamente”, afirma Rita Coelho.

Cabem às próximas divulgações de resultado corroborar a declaração da executiva, mas não será surpresa se a centenária Hering voltar a crescer em meio a um ambiente desafiador. Afinal, já teve de fazer isso mais de uma vez ao longo de sua longa história.

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