Agile, IA e cloud: a receita da Stefanini para lidar com a crise

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Agile, IA e cloud: a receita da Stefanini para lidar com a crise

Marco Stefanini, CEO global do grupo, fala sobre como a filial da China ajudou na tomada de decisões e a importância da tecnologia neste momento

Luiz Gustavo Pacete
1 de abril de 2020 - 6h00

 

As mesmas dinâmicas de agile utilizadas antes da quarentena, também são aplicadas em tempos de home-office (Crédito: Divulgação)

Método ágil, cloud, squads e inovação. Os termos do vocabulário da nova gestão corporativa foram utilizados por várias empresas nos últimos anos. Em tempos de crise, no entanto, é na prática que essas teorias precisam ser testadas e direcionadas ao bem da empresa, dos funcionários e da sociedade. Essa premissa é defendida por Marco Stefanini, CEO global do Grupo Stefanini, especializado em consultoria de inovação.

De acordo com Stefanini, é da tecnologia e dos métodos de inovação que a sociedade, o governo e as pessoas vão resolver os problemas gerados pelo novo coronavírus. “As empresas precisam ter um plano para agir em situações imprevistas, como aconteceu recentemente com a pandemia. Em momentos difíceis como esse, a inovação e a criatividade podem ajudar a sociedade e as empresas na manutenção de suas atividades”, diz Stefanini.

Meio & Mensagem – Quais as medidas que Stefanini tomou, interna e externamente, para lidar com a situação?

Marco Stefanini – Nos últimos três meses, quando os casos se intensificaram na China, onde também atuamos, acumulamos experiência de como agir nesta situação. Adotamos medidas preventivas e de contingência para enfrentar a situação em todas as regiões, especialmente no Brasil e Latam, onde devem acontecer os próximos picos do coronavírus. Neste período, adotamos o home office – 90% dos colaboradores da Stefanini estão trabalhando remotamente. Os demais estão envolvidos em serviços considerados essenciais à população, normalmente dentro do cliente. O cenário tem mudado rapidamente e, por isso, também estamos prontos para fazer as adaptações necessárias para garantir a saúde da equipe e a produtividade. Também criamos um comitê, formado por lideranças, pessoas de gestão, gente e cultura, que está tomando precauções para priorizar um ambiente mais seguro.

Marco Stefanini

M&M – Como você enxerga o papel do CEO em gerenciar uma crise de tais proporções?

Stefanini – O CEO tem um papel essencial em momentos de crise, pois é ele quem tem o conhecimento geral do negócio e poderá direcionar ações a serem implementadas para contornar o momento de incertezas. É quem precisa acalmar a equipe e trabalhar em conjunto na busca de soluções adequadas para preservar as pessoas e os negócios. Digo que o líder precisa conciliar inteligência emocional, pragmatismo para tomar as medidas necessárias e resiliência. Tenho certeza de que passaremos por mais esta e sairemos mais fortalecidos.

M&M – Qual o papel da tecnologia neste momento, como ela ajuda e como ela pode também se tornar um problema?

Stefanini – A tecnologia tem sido uma aliada na busca de respostas ao coronavírus e na forma de trabalhar e se relacionar em época de pandemia. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) ressaltou que a Inteligência Artificial e o Big Data são a chave para a resposta ao vírus. Em alguns países da Europa e Ásia, governos utilizam drones para acelerar providências contra o coronavírus em espaços públicos. Na Espanha, a polícia usa os equipamentos para sobrevoar áreas onde as pessoas ainda circulam para emitir um aviso sonoro pedindo que todos fiquem em casa. Na China, autoridades utilizam aparelhos para acelerar o processo de desinfecção das ruas. Paralelamente, as soluções de analytics permitem fazer projeções sobre a doença no mundo. Em Bréscia, na Itália, um hospital não podia atender a demanda de 250 pacientes na UTI, que precisavam de respiração artificial. Com a impressão 3D, em apenas três horas já havia um modelo de peça e um protótipo para ser testado. Infelizmente, o lado negativo está muito relacionado à viralização de fake news sobre a doença. Muitas mensagens enviadas pelo WhatsApp ou compartilhadas em mídias sociais acabam gerando boatos, pânico e desinformação. Por isso, é importante conscientizar a população sobre a necessidade de verificar a fonte antes de compartilhar e de se informar pela imprensa.

“A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) ressaltou que a Inteligência Artificial e o Big Data são a chave para a resposta ao vírus”

M&M – De que maneira os métodos de inovação e o preparo das empresas para lidar com imprevisibilidade podem ajudar neste momento?

Stefanini – As empresas precisam ter um plano para agir em situações imprevistas, como aconteceu recentemente com a pandemia. Em momentos difíceis como esse, a inovação e a criatividade podem ajudar a sociedade e as empresas na manutenção de suas atividades. As soluções em cloud, por exemplo, foram essenciais para a realização de um home office efetivo, com segurança para o funcionário e para o empregador. Várias empresas disponibilizaram suas tecnologias para que as pessoas pudessem realizar conferências, acessar informações mais rapidamente.

“As soluções em cloud, por exemplo, foram essenciais para a realização de um home office efetivo, com segurança para o funcionário e para o empregador.”

M&M – Por fim, quais os principais ensinamentos que você tira de uma situação como essa?

Stefanini – A importância de manter a calma e não gerar qualquer tipo de atitude para o pânico. Outro ponto é priorizar a comunicação, transmitindo confiança de que iremos superar este novo desafio. O Brasil tem profissionais muito competentes e respeitados internacionalmente na área de saúde pública, além de uma vasta experiência em situações de massa. Este é o momento de unirmos o País, com solidariedade, para superar a crise e minimizar os impactos que ela trará.

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