Expectativa de negócios na Black Friday 2021 é alta

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Expectativa de negócios na Black Friday 2021 é alta

Levantamento da Conversion mostra que intenção de compra do consumidor durante a data promocional deve chegar a 87,75% -- 14,7% a mais que no ano passado

Giovana Oréfice
11 de outubro de 2021 - 14h58

Black Friday 2021 terá compras em e-commerce e preferência por celulares e eletrônicos (Crédito: PopTika/Shutterstock)

Uma das grandes apostas do varejo para alavancar vendas anualmente, a Black Friday deste ano se aproxima. A data acontece em novembro, no dia 26, e, como todos os anos, promete ser a mais rentável para diversos setores. No ano passado, a pandemia alterou o cenário dando mais força ao e-commerce e, neste ano, a mudança de canais de compra ainda permanece forte. Segundo pesquisa da Conversion, agência especializada na ferramenta de search engine optimization (SEO), que ouviu 400 brasileiros, mostrou que 62,96% pretendem comprar online, contra 75,3% em 2020 devido ao medo do contágio pelo coronavírus. Ainda, a intenção de compra para o ano passado era de 76,5%, resultado que tem expectativa de aumento para 87,75%. 

Essa questão permanece forte mesmo após a flexibilização de medidas de isolamento e contenção considerável da crise em relação ao ano passado. A escolha dos consumidores pode ser justificada, segundo a Conversion, pela comodidade e facilidade de adquirir produtos sem sair de casa. Dos que optarão pelo comércio eletrônico, lojas virtuais (56,98%) e apps (14,81%) são alternativas. Contudo, um obstáculo considerável para a prática é o receio de fraudes, em que 80,63% dos respondentes apontaram ter algum. A confiabilidade aumentou, ainda que pouco: em 2020, esse número era de 84,6%. Além disso, a pandemia ainda guia algumas decisões do público. A pesquisa viu que 55,56% pretendem comprar produtos para prevenir o coronavírus. 

Outro ponto interessante identificado pelo estudo foi o fato de que mais da metade dos respondentes (52%) disseram que a busca no Google é importante na decisão de compra. A Conversion destaca que a busca orgânica é o segundo maior canal de tráfego do comércio eletrônico brasileiro, perdendo apenas para o acesso direto e estando a frente da mídia paga. 

Os lojistas podem aguardar os consumidores antes da famosa sexta-feira de descontos, uma vez que 72,65% dos entrevistados afirmam que já querem comprar produtos assim que os descontos começarem a surgir, enquanto apenas 27% comprarão, de fato, apenas em 26 de novembro.

Entre os fatores levados em consideração pelos consumidores para escolher onde fazer compras, o preço do produto aparece em primeiro lugar, com 83,48% das respostas. Em seguida, estão o nível de conhecimento da loja (54,7%), ter selos de segurança (38,18%), ter boa avaliação no ReclameAqui (37,89%) e depoimentos de outros clientes (35,9%). Além disso, como já é esperado pelo teor do evento, 77% disseram que os preços mais baixos são o maior motivador das compras feitas na Black Friday, acompanhados de necessidades e do recebimento do 13° salário. 

Destacando-se no e-commerce, o top 3 empresas preferidas dos consumidores é composto pela Americanas (17,67%), Magazine Luiza (14,9%) e Amazon (11,98%). A Conversion chama a atenção para o fato de que, ainda que o maior do país seja o Mercado Livre em termos comerciais, este aparece com 9,68% do favoritismo, aparecendo em quinto lugar depois de Casas Bahia. Entre as demais marcas citadas pela amostra, estão AliExpress, Submarino, Extra, Ponto e Dafiti.

Com o Natal se aproximando, boa parte dos indivíduos — 86,04% deles — pretendem aproveitar a Black Friday para comprar os presentes da data festiva.  Entre as categorias que lideram a intenção de compra, os celulares e eletrônicos lideram a lista, com 66,67% das respostas. O resultado de 2021 contrasta com o ano anterior, em que eletrônicos e eletrodomésticos apareciam em primeiro lugar — hoje ocupando a segunda posição, com 60,68%. Na sequência, estão moda & acessórios (47,58%), calçados (40,46%), casa & móveis (25,93%) e cosméticos (23,36%).

Por fim, o levantamento relembrou a decisão que algumas marcas tomaram, em 2020, de substituir o termo “Black Friday” por outros, alegando cunho racista. Players como o Natura, Boticário, Adidas e Lojas Americanas aderiram a outros termos, como Red Friday e Beauty Friday. Contudo, o mesmo pensamento não apareceu entre os 400 consumidores consultados pela Conversion: 92,31% não acreditam que o termo seja racista.

*Credito da imagem de topo: audioundwerbung/iStock

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