Quem não buscar performance, tende a perder a retomada

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Quem não buscar performance, tende a perder a retomada

Empresas que buscam crescer já não podem mais ignorar um mergulho profundo nas mídias digitais ou abdicar de uma gestão focada em desempenho


24 de janeiro de 2020 - 6h03

(Crédito: Aurielaki/iStock)

Profissionais de marketing, comunicação e vendas, e gestores, em geral, têm visto seu trabalho sendo cada mais impactado pela redução dos resultados obtidos pelas iniciativas que, antes, costumavam funcionar e, por muito tempo, garantiram suas metas de alcance, crescimento e escalabilidade.

No entanto, quando somamos alguns aspectos relacionados ao período de dificuldades da economia brasileira, somados às transformações trazidas por novas tecnologias digitais, à aplicação de inteligência artificial e automação nas plataformas de mídia, aquisição e retenção de clientes, além do impacto do modelo de trabalho disruptivo das startups influenciando praticamente todos os mercados, qualquer senso de estabilidade pode ser considerado temporário.

Jim Collins, um dos maiores expoentes da gestão da última década já diz há muito tempo que “o planejamento é valioso, mas planos são inúteis”, relembrando o discurso conhecido de Eisenhawer e cada vez mais aplicável a realidade de um mundo ágil, em que as regras do jogo mudam a todo o momento e é preciso ter bases fortes, sabendo se adaptar.

Empresas líderes que antes dominavam mercados já perceberam que concorrentes menores operando com base em metodologias mais ágeis, inspirados no trabalho de startups, não apenas do Vale do Silício, mas de todo o mundo, podem surgir a qualquer momento e morder grandes fatias de sua participação de mercado. E o movimento recente de investidores apostando em startups no Brasil e a recente explosão das startups que viraram unicórnios no país reforçam a tendência de que o que já ocorre há muito tempo no exterior começou a acontecer por aqui também. Soma-se a isso o novo normal das operações de marketing e vendas, com as principais plataformas mudando as regras do jogo inúmeras vezes por ano.

Quem não sentiu o impacto das mudanças dos algoritmos de busca do Google em suas operações, a redução do alcance de conteúdos orgânicos no Facebook e Instagram, ou até mesmo a redução da distribuição nas postagens de conteúdos pelo LinkedIn este ano? Qual time de vendas baseado em prospecção que não percebeu a saturação crescente de iniciativas de disparo de e-mails dos últimos anos, chegando a seu ápice em 2019?

Ao mesmo tempo, com a entrada de tecnologias de machine learning, percebemos transformações iminentes também no trabalho relacionado à maneira como trabalhar com mídia digital, com Google e Facebook novamente surfando na crista da onda, mas também trazendo empresas especializadas em chatbots, otimização de conversão em páginas e, inclusive, personalização de experiências, como é o caso de empresas como a Shiseido Group, que, recentemente, mostrou ao mercado que sua estratégia tem sido integrar a experiência de suas marcas em todos os pontos de contato com seus clientes, oferecendo uma jornada cada vez mais única e customizada para cada cliente.

Mas, se o mercado segue se transformando tão rapidamente, como podemos garantir o melhor resultado hoje e para os tempos que estão por vir? Como podemos garantir que não apenas conseguiremos acompanhar o ritmo acelerado das transformações e, ao mesmo tempo, sair na frente, conquistando a preferência do consumidor e garantido um crescimento sustentável para o negócio?

Fica cada vez mais claro que, tanto pela nossa experiência na agência atendendo clientes dos mais variados mercados quanto pela experiência de empresas parceiras, uma gestão com bons resultados precisa ter bem trabalhada a sua base. Sem uma boa operação digital, baseada em performance, dificilmente uma empresa conseguirá crescer (ou até mesmo se manter) daqui para frente.

E empresas que não conseguirem trabalhar com foco em indicadores, com objetivos e metas bem claros, sem um bom controle de KPIs, provavelmente não conseguirão mais garantir sua participação no jogo, que seguirá em alta velocidade e mudando a todo o momento. Mas as empresas e times de marketing e vendas que conseguem executar o essencial, um bom trabalho focado em execução, otimização e performance, baseada em experimentação e testing, com uma boa gestão de indicadores e planejamentos mais ágeis e seguindo o mindset ágil, aplicado tanto em startups quanto em empresas que trabalham com melhoria contínua (PDCA, por exemplo), não só conseguem navegar em mares tempestivos como têm se sobressaído.

Porque, embora os algoritmos estejam transformando tudo, mesmo utilizando as melhores tecnologias, o que continua fazendo mais diferença nos resultados é a capacidade de executar rapidamente, implementar ideias e hipóteses ainda não comprovadas e testar, para depois poder descobrir o que realmente funciona, na prática. Quem faz isso sempre sai na frente. Seja em uma campanha presidencial, em uma empresa com foco em leads B2B, uma fintech ou um e-commerce atendendo o consumidor final.

**Crédito da imagem no topo: Reklamlar/istock

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