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Marcas, adotem um podcast!

Consumo da plataforma durante a quarentena cresceu 18% globalmente


4 de maio de 2020 - 19h10

(Crédito: reprodução)

Quando o País sequer imaginava a atual realidade que enfrenta, com a necessidade de isolamento social como mecanismo de se conter uma disseminação catastrófica que a pandemia do coronavírus pode provocar, o mercado nacional de podcasts já vislumbrava um crescimento vertiginoso. E o que se percebe é que ficar confinado em casa está fazendo a audiência do conteúdo on demand crescer mais aceleradamente do que se imaginava.

Segundo relatório publicado em outubro do ano passado pela Deezer, o consumo de podcasts no Brasil cresceu 177% em sua plataforma no período de 12 meses. Aumentou 67% entre janeiro e setembro do ano passado, se forem consideradas todos os principais serviços de streaming disponíveis na web. Outra pesquisa, realizada pelo Ibope, indicava em meados de 2019 que, dos 120 milhões de internautas brasileiros, 40% deles, ou seja, 50 milhões de pessoas, já ouviam algum tipo de programa de áudio. Em abril deste ano, em uma pesquisa internacional da Global Web Index, o consumo de podcasts durante a quarentena cresceu globalmente 18%, sendo 24% somente entre os millennials.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior mercado do mundo para podcasts, atrás apenas dos Estados Unidos, informa a Podcasts Stats Soundbite. A podosfera nacional sofreu uma avalanche de criadores de conteúdo, apresentadores, atores e jornalistas do mais alto padrão. A pergunta, então, é: Por que será que, em menos de um ano, viramos o jogo?

Para alguns, muito se deve à ampla divulgação da Globo, quando criou o podcast O Assunto, em agosto de 2019. Para outros, isso se dá pela insistência de players como Nerdcast, Café Brasil e outros, que estão há mais de uma década postando conteúdos regulares. Para mim, essa força se deve ao poder do conteúdo gratuito de qualidade.

Mas não existe almoço grátis e o usuário brasileiro tem o pleno entendimento disso. Os anunciantes, em geral, precisam acordar para as oportunidades que os podcasts se configuram para eles falarem diretamente com seu público, seus consumidores. Receber verbas publicitárias é algo fundamental para que a disseminação de conteúdo de áudio, ou podcasts, se dissemine ainda mais e se fortaleça no Brasil. Afinal, licenciamento de trilhas, roteiros, pautas, estúdios, edições, servidores e elenco custam um bom valor e essa conta só vai fechar, de fato, quando os anunciantes começarem a, efetivamente, a investir na produção desse conteúdo, se apropriando dos territórios correlacionados à sua marca ou produto.

Nos Estados Unidos, temos grandes exemplos, como Tinder, falando de relacionamento, Mastercard de finanças, Ebay de empreendedorismo, Gatorade de esportes e tantos outros exemplos. Esse entendimento se mostra na pesquisa da Edison Research, onde mais de 54% dos ouvintes estão mais propensos a considerar marcas que eles escutaram apoiando seus podcasts.

Outro estudo, realizado pela Associação Brasileira de Podcasters (Abpod), indica que 57% dos ouvintes de podcasts têm nível superior e/ou pós-graduação e que 40% têm renda superior a R$ 5 mil por mês. Os criadores desse conteúdo precisam ser notados e apoiados, ainda mais agora que está crescendo a força deste produto de áudio diversificado e que leva o conforto da voz humana às pessoas em isolamento, para fazê-las sentirem-se menos sozinhas, funcionando como um encurtador de distâncias.

Se a estratégia de comunicação deve ser omnichannel, fica a dica: se aproprie de um território – adote um podcast!

**Crédito da imagem no topo: Reprodução

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