O metaverso além dos games

Buscar
Verizon Background
Publicidade

Opinião

O metaverso além dos games

A palavra do momento no mundo da tecnologia é metaverso


9 de novembro de 2021 - 14h00

A palavra do momento no mundo da tecnologia é metaverso. Caso você ainda não saiba o seu significado, vai aqui uma rápida explicação: metaverso é um espaço virtual que permite ao usuário mergulhar em experiências altamente imersivas, interativas e com alto grau de realismo. Converge internet com a realidade virtual e aumentada. Puro futurismo? Não, não é. É algo mais real do que as inúmeras reuniões por videoconferência que você teve no último ano.

Aliás, saiba você que o metaverso promete mudar a forma como você realiza essas reuniões. Sim, esse mundo virtual pode ir muito além dos jogos como, Fortnite, Roblox ou Animal Crossing. Hoje, muito se fala dos NFT criados por grandes marcas, como tênis da Nike, peças da Coca-Cola e bolsas da Gucci que chegam a custar mais que uma bolsa real. Sem contar nas obras de arte de artistas leiloadas no metaverso a preços dignos de um leilão da Sotheby’s. E se você quiser garantir seu “pedaço de terra”, na Decentraland é possível comprar imóveis virtuais por alguns milhares de dólares. Não é um conceito novo, o jogo Second Life do início dos anos 2000 já trazia esses conceitos, mas não tinha a infraestrutura necessária para ter sucesso.

Fundador e CEO do Facebook Inc., Mark Zuckerberg quer apostar no metaverso (Crédito: Divulgação/Facebook)

No metaverso, tudo é possível. Então, por que não explorar e utilizar essa tecnologia para nos auxiliar em tarefas cotidianas e para adquirir conhecimento? Recentemente, a artista Ariana Grande realizou um show no Party Royale, espaço experimental do Fortnite, que foi visto por milhões de jogadores mundialmente. Ou seja: mesmo vivendo uma pandemia, é possível assistir a um show de música, em um universo virtual, rodeado de amigos dentro do jogo. Esses mundos virtuais não são somente sobre jogos, eles geram oportunidades para uma conexão social e autoexpressão, além de reimaginar realidades em espaços com infinitas possibilidades.

O metaverso não deve ser uma cópia da nossa realidade, mas sim, um universo paralelo e autônomo e por isso, criar produtos, experiências e até marcas para este universo é um caminho bem interessante. Reuniões deixariam as salas do Zoom, Meets ou Teams e migrariam para as salas das empresas no metaverso. Assim, encontraríamos os nossos colegas de trabalho de corpo inteiro, como um avatar, e não somente num espaço retangular como uma foto 3×4.

Através de óculos de Realidade Virtual, seu filho pode estudar répteis extintos e vê-los de pertinho, como se estivesse dentro do Parque dos Dinossauros – mas com a certeza de que não será engolido por um T-Rex. Ver a construção das pirâmides egípcias ou embarcar nas naus de Cristóvão Colombo rumo à descoberta do Novo Mundo são algumas das possibilidades para que as aulas se tornem mais interativas e atraentes às gerações Z e Alpha, extremamente conectadas ao universo virtual.

E se você deseja experimentar escalar o Monte Everest sem sair da sua sala, por que não? Visitar pontos turísticos ao redor do mundo por meio desses óculos é outra maneira de explorar o metaverso. Imagine entrar numa agência de turismo no metaverso, comprar sua viagem e partir para conhecer os mais inóspitos, encantadores e charmosos lugares do mundo. Incrível, não?

Voltando ao mundo do trabalho, o metaverso pode auxiliar as indústrias da construção civil, aviação, naval ou automobilística, por exemplo. No universo virtual, os funcionários podem realizar treinamentos no ambiente virtual antes de se exporem a maiores riscos. Imaginem o quanto as empresas gastam no treinamento de um novo colaborador, muitas vezes com outra pessoa ensinando as atividades de preencher uma planilha ou entrada de dados em um sistema. Utilizando uma experiência imersiva com inteligência artificial, isso pode acontecer de forma totalmente individual.

Gigantes como Microsoft e Facebook declararam recentemente que o grande foco da companhia será no desenvolvimento do metaverso. A empresa de Mark Zuckerberg, inclusive, anunciou um investimento de US$ 50 milhões em parcerias na sua “construção”.
Um novo mundo de possibilidades está surgindo que será mais dinâmico e imersivo do que jamais foi visto nos mundos digital e social até agora. É um mundo que permite envolver os mais variados setores da economia e as mais diversas faixas etárias. Não é um fenômeno restrito a games ou a um público específico. Explore você também esse novo mundo.

Publicidade

Compartilhe

Veja também

  • Opinião: A fadiga de notícias

    Opinião: A fadiga de notícias

    De cada 100 brasileiros, 54 evitam saber das notícias no seu cotidiano

  • Experiência superior no B2B requer estratégia ‘H2H’

    Experiência superior no B2B requer estratégia ‘H2H’

    Talvez tenhamos que mudar a sigla para H2H, porque na verdade tudo acontece entre humanos