Opinião: A sua cozinha tem vitrine?

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Opinião: A sua cozinha tem vitrine?

Se de um lado o cliente pode ser mais parceiro, abrindo dados e informações, por outro, agências também devem deixá-lo, de fato, entrar e conhecer sua operação


13 de maio de 2022 - 6h00

Crédito: Shutterstock

Refletindo acerca do meu último artigo sobre cozinha aberta e toda troca proporcionada pelo texto publicado, percebi que a cozinha aberta deveria, em alguma instância, estar aberta ao cliente. Você concorda comigo?

Calma, não falo de uma cozinha exposta com toda a bateção de panela tradicional. Mas uma cozinha na lógica daquelas cozinhas charmosas como as de vitrines das pizzarias tradicionais, sabe? Aquelas pizzarias em que as crianças colam o rosto no vidro e observam a magia acontecer.

Acredito que esse é o caminho mais puro de encantar o cliente. Chamando para jogar junto, mostrando a essência criativa da agência. “O nosso jeito de trabalhar.” Do nascer à maturidade da ideia. Do planejamento à implementação da campanha.

Se discutimos a importância de o cliente ser mais parceiro, de abrir os dados e informações, de chamar para estar à mesa das conversas de negócio e do planejamento de comunicação anual, precisamos deixar de fato ele entrar e conhecer um pouco da nossa operação. Faz sentido?

Tudo bem! Sei que isso não é tão simples. Nem para a agência nem para o cliente. Exige maturidade, preparação e treinamento, de ambos os lados. Mas talvez o ganho possa ser exponencial a longo prazo. “Beleza, mas qual é o ganho?”

Confiança, agilidade e assertividade. Será que esse não é um dos motivos da retomada crescente das in house?

Já pensou no seu cliente aprovando ideias ainda quase como insights? Já pensou ele validando caminhos sem nem mesmo ter certeza se eles vão ficar de pé? Já pensou ele corrigindo a rota antes mesmo daquela virada de noite da equipe para tentar colocar a ideia apresentável?

Um sonho para muitas agências, não é verdade? Mas não é impossível, concorda também? A vitrine da cozinha aberta passa por preparação para o cliente aprender o valor de ver as ideias inacabadas. De ver os ingredientes e acreditar que dali sairá uma saborosa ideia sem necessariamente degustá-la. Podemos ir além. Nesse processo de confiança e abertura, agência e cliente crescem e evoluem em intimidade e profundidade das discussões.

Frequentemente, tento trilhar esse caminho. Quem trabalhou ou trabalha comigo sabe que curto demais dividir as possibilidades com o cliente antes mesmo de ter algo tangível. Sempre que possível, convido-o para fazer parte da cozinha do seu job.

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