Fórmula E: conheça a diretora executiva que comanda o campeonato

Buscar

Fórmula E: conheça a diretora executiva que comanda o campeonato

Buscar
Publicidade

Marketing

Fórmula E: conheça a diretora executiva que comanda o campeonato

A italiana Claudia Denni coordena pela primeira vez nas ruas do Brasil a competição de carros elétricos da FIA


24 de março de 2023 - 17h56

Frame_Claudia Denni no vídeo institucional da Fórmula E_Rep

A italiana Claudia Denni há quatro anos trabalha na Fórmula E, porém, foi 2020 que ela assumiu a dianteira na organização do evento que almeja ser a vitrine de sustentabilidade da FIA (Crédito: Reprodução)

 

Após oito temporadas do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB-Federação Internacional de Automobilismo (FIA), pela primeira vez o evento será realizado no Brasil. A largada ocorre no sábado, 25, no sambódromo do Anhembi, passando pela avenida Olavo Fontoura e pelo túnel ao lado do Palácio de Exposições.

O E-Prix, como é conhecido o prêmio, é a competição de carros elétricos da FIA, que têm entre os times as equipes da Jaguar Racing, Dragon Racing, McLaren, Audi Sport, Maserati Racing, Mahindra, Nissan e.dams, Porsche, Andretti e DS Virging Racing.

Desde 2018 o título passou a contar com a parceria da ABB, empresa multinacional suíça, que trabalha como programas de inovação tecnológica e automação. No Brasil, algumas das marcas que patrocinam a 6ª rodada da Fórmula E são Heineken e Allianz. A Netza foi a agência escolhida para cuidar da realização da etapa brasileira do evento.

Além disso, no grid de 22 pilotos encontram-se dois pilotos brasileiros: Lucas di Grassi (Mahindra Racing) e Sergio Camara (NIO Team), sendo esse último o terceiro a largar.

Para saber um pouco mais sobre o evento, que pousou pela primeira vez no maior país da América Latina, o Meio e Mensagem conversou nesta sexta-feira, 24, com Claudia Denni, diretora executiva da Fórmula E, que há quatro anos carrega o amor pelas pistas no campeonato de carros elétricos.

M&M: Por quase 15 anos você esteve participando de competições de automobilismo. O que fez você entrar para o mundo dos carros elétricos?

Claudia Denni: A primeira coisa é que sempre fui apaixonada por automobilismo, sempre estive envolvida nas competições, estive trabalhando na Automobili Lamborghini, na Euro 3000. Em algum momento, houve uma mudança de ponto de vista, e, claro, que as mudanças climáticas é um tópico que passou a se popularizar mundialmente, passando a ter foco, em diferentes aspectos, no automobilismo. A Fórmula E foi o primeiro campeonato que trouxe o tema para esse mundo e Alejandro Agaga [fundador e principal organizador da ePix] conseguiu trazer essa atenção mundial a um paddock mais sustentável. Então, tenho muito orgulho de fazer parte dessas prioridades NetZero da FIA e a Fórmula E é nosso principal exemplo, não só pelos carros, pelos equipamentos, mas por toda atmosfera de sustentabilidade em volta. Além disso, podemos levar esse tema da poluição também para o debate, porque temos um terço de nossos pneus de material reciclável, por exemplo, e nós precisamos fazer alguma coisa para melhorar o futuro.

M&M: Como a FIA tem investido em sustentabilidade e na Fórmula E em 2023?

Claudia Denni: Nesse ano, estamos chamando os carros no grid de “New Era”, pois são os carros elétricos mais rápidos que temos no mundo atualmente, graças a bateria da Williams [Advanced Engineering] que alimenta os carros o módulo de energia chega à 300 kW, o que permite que os carros cheguem a 350 Km/h. Aliado ao design e os motores, queremos fazer de São Paulo uma vitrine para o mundo do potencial dessa tecnologia.

Claudia Denni na área de controle da Fórmula E (Crédito: Reprodução)

Fórmula E em São Paulo

M&M: Pela primeira vez em oito anos de Fórmula E a competição vêm ao Brasil. Primeiramente, por que só agora e qual o impacto desse movimento para os envolvidos?

Claudia Denni: Me sinto honrada de estar no Brasil. Nós estivemos discutindo com o Brasil há certo tempo sobre essa possibilidade, mas agora temos uma maior receptividade do governo, do município e do prefeito para poder colocar nas pistas esse evento. Estamos ansiosos para poder temos uma multidão amanhã torcendo pelos dois competidores brasileiros que, com certeza, vão demonstrar seu talento e fazer os fãs superfelizes. Esperamos voltar no ano que vem, porque o Brasil é um País com muita relação e histórico com automobilismo.

M&M: Como foi a recepção das marcas, tanto no Brasil quanto no mundo, em relação a uma competição de carros elétricos?

Claudia Denni: Tivemos uma recepção e um feedback muito positivo das pessoas pelas redes sociais, pela impressa, e é isso que faz o evento grandioso. Se não tivermos o engajamento das marcas e das pessoas, não há como mostrar para o mundo como podemos atingir esses objetivos de sustentabilidade juntos. O legado de união com as pessoas é o que queremos deixar pelas cidades pelas quais passamos e o Brasil nos mostrou muito receptivo.

M&M: Quais os desafios de gerenciar um evento dessa magnitude nas ruas de São Paulo?

Claudia Denni: Como nossas corridas são realizadas no interior dos centros urbanos, em grandes cidades mundiais, às vezes é mais desafiador conseguir articular toda a cidade. É preciso autorizações, desenvolvimento das forças públicas, mas com colaboração da Prefeitura e do Estado, conseguimos fazer funcionar, estamos muito felizes em poder correr aqui. Tenho muita certeza e esperança de que vamos voltar para São Paulo ano que vem, mas queremos levar a Fórmula E para outras cidades brasileiras.

Os 22 pilotos das 11 equipes que disputam o E-Prix do Brasil, em São Paulo (Crédito: Divulgação)

Fórmula E no Brasil

M&M: Quais as dificuldades em trabalhar numa área historicamente ligada à masculinidade?

Claudia Denni: Realmente, é uma área majoritariamente masculina sim, mas tem uma revolução acontecendo. Temos muitas mulheres em muitos setores dos campeonatos: marketing, parcerias. Há engenheiras e ajudantes técnicas me ajudando a manter a competição funcionando. Estamos muito felizes em ver essa evolução no paddock, mas também em outras campanhas da FIA, como “Girls on Track” [programa de inclusão feminina no esporte articulado pela FIA]. Fico muito feliz de termos outras mulheres se juntando a nós.

M&M: Quais as expectativas para corrida nesse sábado, 25?

Claudia Denni: Tem uma luta intensa acontecendo. A corrida de classificação nesta sexta-feira, 24, foi espetacular. Essa rodada em São Paulo tem uma das pistas mais rápidas da temporada. Então, nossa primeira expectativa é que tenhamos muitas pessoas acompanhando a corrida nas ruas. Teremos vários entretenimentos para nossos fãs na pista, várias celebridades estão por vir e temos pódio maravilhosamente carnavalesco, que foi produzido pela equipe do sambódromo. Estamos ansiosos para vermos as pessoas na corrida amanhã.

https://www.youtube.com/watch?v=hBglA4wW6vs

Publicidade

Compartilhe

Veja também

  • Pixbet e Flamengo ampliam contrato com valor recorde

    Pixbet e Flamengo ampliam contrato com valor recorde

    Novo contrato poderá render R$ 470 milhões até o final de 2027, o que representa o maior contrato de patrocínio da história do time

  • L’Oréal Paris leva pautas sobre equidade para Cannes

    L’Oréal Paris leva pautas sobre equidade para Cannes

    Como esforço de marketing para construção de marca, o grupo L'Oréal tem reforçado seu interesse em pautas sobre diversidade, feminismo e gênero