Consumidores brasileiros priorizam compras com propósito

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Consumidores brasileiros priorizam compras com propósito

Levantamento da PwC ao lado do Instituto Locomotiva indica que 9 em cada 10 brasileiros das classes C, D e E direcionam hábitos de consumo à lojas e marcas sustentáveis


15 de dezembro de 2023 - 11h54

Um estudo da PwC com o Instituto Locomotiva revelou que nove em cada 10 brasileiros das classes C, D e E priorizam comprar de marcas e lojas sustentáveis, maximizando o propósito. Isso se dá pelo maior nível de informação sobre a temática, aliada à maior exigência no consumo e maximização de valor de compra.

propósito

(Crédito: Seventyfour/AdobeStock)

Segundo o estudo “Mercado da maioria – Como a força da população de baixa renda está transformando o setor de varejo e consumo no Brasil”, 86% estão dispostos a priorizar marcas e lojas sustentáveis. Ao mesmo tempo, mais da metade (53%) já deixaram de comprar marcas por falta de responsabilidade social.

Segundo as empresas, o resultado se assemelha ao das classes A e B, que também buscam propósito nas marcas.

A metodologia foi mista com pesquisas quantitativas e qualitativas entre o mercado da maioria, ou seja, classes C, D e E. As empresas realizaram 2.388 entrevistas com homens e mulheres a partir de 18 anos. 1.539 são das classes C, D e E, e 849 das classes A e B.

A diversidade é um dos pontos de atenção dos consumidores. Enquanto 64% aceitam pagar um pouco mais por marcas e produtos que apoiem a diversidade, 50% já deixaram de comprar de alguma marca que teve atitudes consideradas preconceituosas.

Hábitos de consumo além do propósito

Buscando entender os hábitos da amostra, a pesquisa mostra que as pessoas procuram por métodos alternativos de compra, que favorecem a otimização do consumo. 38% afirmaram já ter comprado produtos usados em sites e aplicativos especializados. Ademais, 66% disseram valorizar o produto de qualidade por preço justo.

No que diz respeito à adesão ao chamado phygital, a modalidade representa 63% das respostas. Nas lojas físicas, 55% da classe C, e 65% das classes D e E, preferem vitrines chamativas e coloridas, bem como muitas informações. A representatividade nos funcionários também foi um ponto abordado.

Em nota, Luciana Medeiros, sócia e líder da indústria de Consumo e Varejo da PwC Brasil, afirma que os brasileiros das classes C, D e E têm características e comportamentos diferentes em comparação com o que era visto alguns anos atrás.

“São novas demandas e nuances regionais que precisam ser consideradas pelas organizações. A reflexão que queremos provocar vai além da experiência do consumidor. Queremos incentivar os líderes a se perguntar se suas estratégias e execução são realmente adequadas para atender a essa população, levando em consideração fatores econômicos, variações culturais e questões ESG a que esses consumidores estão cada vez mais atentos”, diz a executiva.

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