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Globo investe R$ 5 bilhões em conteúdo e tecnologia em 2024

Junto a lançamentos da TV aberta, canais pagos e Globoplay, empresa apresenta cenário de telejornais, que conta com recursos de realidade aumentada


12 de março de 2024 - 19h02

Globo conteúdo

Renata Lo Prete, Roberto Kovalick e César Tralli, os âncoras do Jornal da Globo, Hora 1 e Jornal Hoje, no novo cenário (Crédito: Bob Paulino)

Atualizada às 21h16

A Globo promete investir R$ 5 bilhões em conteúdo e tecnologia ao longo de todo o ano de 2024.

Nessa quantia, estão compreendidas tanto as produções originais das plataformas da casa (TV aberta, Globoplay e Canais Pagos) quanto os direitos de transmissão ou aquisição de obras, bem como o desenvolvimento de aparato tecnológico para dar suporte à distribuição e produção desse conteúdo.

O valor foi divulgado nesta terça-feira, 12, em evento promovido na sede da empresa, em São Paulo. Executivos da TV aberta, Globoplay e dos canais por assinatura compartilharam algumas das novidades da grade para os próximos meses, sobretudo para o período pós BBB, produto que concentra as atenções da empresa no primeiro trimestre.

“Vivemos em um mundo onde trafegamos por janelas, pensando no conteúdo adequado para cada uma delas e, também, pensando em projetos cross janelas”, explicou Raphael Corrêa Neto, diretor de Canais Pagos da Globo.

Embora participasse da apresentação representando as marcas de TV por assinatura (como SporTV, Multishow e Viva), o executivo e seus demais pares que estavam no evento, procuraram diminuir as barreiras que separam as diferentes plataformas da Globo, destacando como os programas, realities, séries, novelas e documentários são consumidos, por públicos diferentes e de maneiras diferentes, em cada uma delas.

O executivo citou como exemplo dessa consumo amplificado dos mesmos conteúdos um dado que aponta que, nos canais pagos lineares da Globo, 57% da audiência é composta por pessoas com mais de 50 anos. Já pelo Globoplay, considerando tanto os espectadores do sinal simultâneo dos canais quanto os que assistem aos conteúdo sob demanda, 66% do público é formado por pessoas de 25 a 49 anos. “Isso é ampliação do alcance conteúdo”, reforçou o executivo.

Novos conteúdos da Globo, Globoplay e Canais Pagos

No evento, os executivos da Globo adiantaram alguns dos próximos lançamentos da TV aberta, streaming e canais pagos, que estarão disponíveis aos espectadores no próximo três meses.

Ao todo, segundo a Globo, serão 29 estreias na TV aberta, nos próximos três meses, além de 60 lançamentos nos canis pagos e outras 50 produções nacionais no Globoplay.

Após o término do BBB, em abril, a TV Globo exibirá, sempre nas noites de quinta-feira, a série Os Outros, produto original do Globoplay, lançado na plataforma em 2023.

Outra série original da plataforma, que estreia no dia 11 de abril, é Justiça 2, continuação de uma série exibida com sucesso na TV aberta em 2016. Dessa vez, a obra terá o Globoplay como primeira janela, ainda sem previsão de chegar a outras plataformas.

No streaming, a Globo também prometeu, para os próximos meses, a estreia de dois documentários: um sobre o piloto Ayrton Senna e outro sobre o acidente do voo da AirFrance, ocorrido em 2009, que ia do Rio de Janeiro a Paris, e que vitimou 228 pessoas.

Para a TV aberta, alguns novos produtos já chegaram à grade essa semana, como a novela Cheias de Charme, que ocupa a primeira faixa de reprises, do período da tarde e que, também, passará a ser exibida aos sábados, tais como as demais novelas inéditas da Globo.

Ainda sobre reprises, a Globo também anunciou que a próxima novela a ocupar a faixa do Vale a Pena Ver de Novo será Alma Gêmea, sucesso de Walcyr Carrasco, originalmente exibida em 2005. A trama entrará no ar após o término de Paraíso Tropical.

“Novela é um formato tão importante que até os grandes players internacionais querem”, comentou Leonora Bardini, diretora de programação e marketing da TV Globo. A executiva citou a dificuldade em estruturar e manter um polo de produção de novelas e destacou a expertise da Globo no assunto.

“No ano passado, 173 milhões de pessoas assistiram a pelo menos um capítulo de alguma novela da Globo. O público jovem também consome novelas”, destacou.

Sobre esse gênero de conteúdo, a Globo confirmou que a próxima trama da faixa nobre, que substituirá Renascer, será um trama de João Emanuel Carneiro. A mais recente obra do autor, Todas as Flores, foi citada diversas vezes como exemplo de um conteúdo que conseguiu trafegar e ter sucesso em diferentes janelas.

A obra, primeiro, estreou no Globoplay, em 2022 e, no ano passado, foi exibida na TV aberta. Quando chegou ao sinal aberto, a trama não só obteve boa audiência como alavancou, também, o acesso aos capítulos no Globoplay. “A navegação entre janelas retroalimenta nossa estratégia. Não mensuramos somente o alcance de um produto pela audiência na TV. Ao mercado, já apresentamos um conjunto de métricas, que abrange engajamento, alcance e outros indicadores que mostram como aquele conteúdo impacta várias pessoas, em diferentes momentos”, analisou Teresa Penna, diretora do Globoplay e produtos digitais da Globo.

Globo e jornalismo com realidade aumentada

A Globo aproveitou o mesmo evento para apresentar à imprensa o novo cenário de alguns de seus telejornais. O público conhecerá a novidade na noite desta terça-feira, 12, com Renata Lo Prete, no Jornal da Globo. O mesmo espaço será utilizado pelo Hora 1 e pelo Jornal Hoje.

Ao longo de um projeto de seis meses, a emissora idealizou e importou um telão de LED, que ocupará todo o espaço do cenário, à frente da redação, e que permitirá diversas interações tecnológicas com os apresentadores e comentaristas.

O telão tem 15 metros de largura e 2,70 metros de altura e mostrará projeções e elementos visuais para ajudar a contar as notícias. Alguns desses elementos serão exibidos ao espetador por meio de tecnologia de realidade aumentada. Tais inserções podem ser direcionadas pelos âncoras, com base em movimentos ou outros comandos.

Para que os recursos tecnológicos sejam utilizados, a Globo utiliza uma tecnologia de inteligência artificial para mapear o espaço e movimento dos âncoras. As câmeras serão alimentadas pelos dados captados e irão captar, de forma automática, como um movimento de um apresentador, por exemplo, indica que ele deseja mostrar o mapa do tempo ou um gráfico.

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