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Chegamos na era do CRM para agentes?

A inteligência artificial agêntica, que permite a execução em tempo real, foi um dos principais focos da NRF

Willian Valiante

Sócio de consultoria para Varejo da EY na América Latina 14 de janeiro de 2026 - 16h22

O último dia da NRF 2026 destacou-se por apresentar tendências e inovações que moldarão o futuro do varejo. Um dos principais focos foi a inteligência artificial agêntica, que permite a execução direta em tempo real, otimizando funções de retaguarda como precificação dinâmica, a previsão de estoque e a hiperpersonalização para os clientes.

Essa tecnologia promete transformar a forma como as empresas interagem com os consumidores, oferecendo experiências mais personalizadas e eficientes, especialmente quando estiverem mais próximas da interação direta com as pessoas. O grande desafio, mas também uma oportunidade, está em criar estratégias e sistemas para que as empresas se relacionem com os agentes dos consumidores. Pode estar chegando a era dos CRM para agentes!

A integração entre lojas físicas e digitais, conhecida como phygital, também foi um tema central. A sinergia entre esses mundos é vista como essencial para atender às expectativas dos consumidores contemporâneos, que buscam conveniência e fluidez na sua jornada de compra, além de uma estratégia operacional mais eficaz, utilizando a loja como um diferencial a quem não as tem, como o varejo 100% online.

Além disso, as lojas físicas estão se transformando em plataformas de mídia interativa, aumentando a lucratividade por meio de publicidade segmentada. Essa nova abordagem permite que os varejistas explorem novas fontes de receita, enquanto oferecem experiências mais envolventes para os clientes. A ênfase na tecnologia e na humanização reforça a importância de um atendimento personalizado, no qual os vendedores atuam como consultores especializados, apoiados por dados, para proporcionar um serviço de alta qualidade.

Outro ponto relevante foi a discussão sobre sustentabilidade com lucro. A logística reversa e o re-commerce emergiram como estratégias fundamentais para atrair consumidores jovens e economizar recursos. Essas práticas não apenas promovem uma abordagem mais sustentável, mas também se alinham com as preferências dos consumidores que valorizam marcas comprometidas com a responsabilidade ambiental.

Esses tópicos refletem um movimento em direção a um varejo mais pragmático e sustentável, alinhado com as expectativas dos consumidores modernos, que buscam não apenas produtos, mas também experiências significativas e responsáveis. A tecnologia tende a ser cada vez mais presente, porém invisível.