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Opinião

Revolução cognitiva

Evolução da inteligência artificial generativa (GenAI) impactará capacidades intelectuais e emocionais das pessoas, mudando jornadas de consumo, ambientes de trabalho e processos criativos


9 de janeiro de 2024 - 14h00

Inteligência artificial generativa (GenAI) foi um dos assuntos mais debatidos pela indústria de comunicação, marketing e mídia em 2023. A popularização da tecnologia e o consenso de que ela potencializa transformações em curso alertou também governos e opinião pública. No mundo corporativo, seu avanço dificultou planejamentos de longo prazo, diante dos desdobramentos ainda imprevisíveis das aplicações em muitos setores. Conviver com a imprevisibilidade é algo desconfortável. A ansiedade gerada pelas complexidades e incertezas em empresas, marcas e profissionais e as profundas mudanças que promete nas jornadas de consumo, nos ambientes de trabalho e nos processos criativos prenunciam que o tema ganhará ainda mais relevância em 2024.

Embora projetar cenários futuros seja mais complicado diante de uma tecnologia em evolução e de consequências incertas, espera-se, entre outros efeitos, a expansão do conceito de GenAI first, com produtos de consumo e serviços que priorizam a inteligência artificial generativa, e a abertura de novas dinâmicas entre marcas e consumidores, entre inspiração e criadores, entre dados e marketing. Nos debates fermentados ao redor da inteligência artificial generativa estão focados as reportagens, entrevistas e artigos integrantes do especial Perspectivas, que inaugura a série de edições semanais de 2024 de Meio & Mensagem. Especialistas avaliam
como a experimentação pelo mercado das possibilidades abertas pela inteligência artificial tem ocorrido, os efeitos já sentidos na produtividade das equipes e o poder de impulsionar negócios e auxiliar no desenvolvimento de projetos, além de considerarem questões éticas e regulatórias que impactam a vida das pessoas, das empresas e das marcas.

Em muitos casos, o que se vê são dicotomias, como as dos universos do consumo — personalização e escala — e do trabalho — rentabilidade e estímulo à criatividade. Em geral, empresas e marcas têm medo de perderem a relevância; e as pessoas, seus empregos — ou, pelo menos, de não se adaptar na velocidade necessária. Para a sociedade, um dos riscos é o de se inflar ainda mais males como o das fake news e outras manipulações, o que exige que todos estejamos mais atentos, assim como aumenta ainda mais a responsabilidade de atividades como a comunicação, o marketing e a mídia. Motivo pelo qual o assunto estará entre os mais discutidos nos eventos internacionais que mobilizam atenções do mercado neste início de ano e integram o projeto 100 Dias de Inovação, cuja edição de 2024 inicia-se nesta semana.

Lançada por Meio & Mensagem em 2019, a iniciativa visa captar tendências para o futuro da indústria a partir da cobertura de grandes encontros globais que apontam novos caminhos pavimentados pelo avanço da tecnologia, pela agilidade das startups e pelas transformações culturais. Assim como no ano passado, haverá ênfase em três áreas de conhecimento cujo desenvolvimento é crucial para empresas, marcas, profissionais e negócios: commerce, conexão e cultura.

O passo inicial será dado em Nova York, onde a equipe de Meio & Mensagem acompanhará a NRF Retail’s Big Show, maior encontro global do setor varejista, promovido nos dias 13 a 16 de janeiro pela National Retail Federation. De 26 a 29 de fevereiro, o destino será Barcelona, onde ocorre o Mobile World Congress (MWC), principal fórum sobre conectividade do mundo, que reúne líderes globais das principais empresas de tecnologia e telecomunicações. Em março, de 8 a 16, a parada final será em Austin, no Texas, para o South by Southwest (SXSW) e sua programação multicultural sobre inovação e comportamento.

Mantendo sua característica multiplataforma, o projeto 100 Dias de Inovação contempla sites específicos para cada um dos eventos, ampla cobertura nas redes sociais e análises nas edições semanais. Conteúdos que abordarão temas tão instigantes como o da inteligência artificial generativa, e que poderão contribuir para a evolução dos que têm receio da obsolescência e da substituição.

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