BBB em tempo real: como agências dominam o reality
Com "war rooms" e agilidade, agências transformam cada acontecimento da casa em oportunidade para as marcas
O “Big Brother Brasil” é uma das maiores fontes de audiência e faturamento da TV brasileira. Mas, mais do que um programa de entretenimento, o reality tornou-se um campo estratégico onde o “tempo real” dita as regras, exigindo que as marcas não apenas apareçam, mas participem ativamente das conversas que dominam as redes sociais.
Para dar conta dessa demanda, as agências responsáveis pela operação dos patrocinadores do programa, como Gut, Ogilvy e BETC Havas montam grandes operações de war rooms — centros de monitoramento que operam 24 horas por dia. A partir dessa estrutura, essas empresas utilizam o monitoramento constante para identificar insights imediatos, permitindo que marcas como Mercado Livre/Mercado Pago, Nestlé e TIM, por exemplo, entrem em diálogos orgânicos com o público, transformando memes e polêmicas em ações de conversão e branding.
Com essa estratégia, as marcas buscam ampliar sua presença durante as dinâmicas do jogo, desdobrando o conteúdo da TV para o ambiente digital. O monitoramento de social listening permite ajustar peças publicitárias e o tom de voz das redes sociais de acordo com a recepção da audiência e os acontecimentos da casa.
O objetivo técnico é garantir que a comunicação das marcas seja dinâmica, acompanhando as discussões sobre o “BBB” em tempo real para manter a relevância junto aos espectadores em todas as plataformas.