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Opinião

A marca também é soberana

A maior fortaleza que uma marca tem é saber quem ela é. Sabendo, ela consegue usar com maestria todas as ferramentas e possibilidades que nascem todos os dias


13 de dezembro de 2022 - 9h49

(Crédito: Unsplash/Shirly Niv Marton)

Nós que trabalhamos na indústria da comunicação sabemos que muitas estratégias que nos trouxeram até aqui não nos levarão adiante. Os últimos anos têm nos dado tudo o que precisamos para atuarmos de forma assertiva em nossas recomendações estratégicas. Tudo pode ser medido, sabemos olhar para os dados e tirar insights importantes deles, temos plena consciência de que representatividade é fundamental não só para a imagem das marcas, mas também para os negócios. 

Não há quem negue que a transformação digital vai mudar ainda mais a nossa indústria com a consolidação do 5G, e que entender sobre performance, marketing de influência, games, web3.0, ESG, IoT, metodologias ágeis e afins é algo obrigatório para quem quer continuar sendo relevante para os seus clientes. 

Mas depois de 20 anos trabalhando como estrategista de marcas e negócios, e consequentemente estudando muito sobre comportamento, eu tenho uma crença que só se fortalece: sua marca é soberana. Não a perca de vista e não se distraia com a quantidade, mas sim com a qualidade da inovação. 

Digo isso com a tranquilidade de quem, como vocês, acompanha o nascimento e a ascensão de marcas icônicas no segmento da tecnologia, do mercado financeiro e tantos outros. 

Spotify, Nubank e Google. só para para citar algumas, são fiéis aos seus propósitos, objetivos, tom de voz. Assim como as não nativas digitais a exemplo de HNK, Guaraná, Magalu ou Rock in Rio. 

A maior fortaleza que uma marca tem é saber quem ela é. Sabendo quem ela é, ela sabe usar com maestria todas as ferramentas e possibilidades que nascem todos os dias. E, mais que isso, uma marca que conhece seus limites pode ultrapassá-los de forma consciente e planejada. Pronta para lidar com erros e acertos. 

Outro ponto muito importante sobre o autoconhecimento de uma marca é que ela tem propriedade para se tornar outra coisa. Ela sabe se tem musculatura para entregar as mudanças que promete quando se reposiciona. Ela evita parecer inadequada, ingênua, vazia ou perdida. 

Marcas devem se colocar ao lado das pessoas no centro das estratégias, criando e alimentando vínculos de confiança e intimidade com a sua audiência. As tomadas de decisão devem partir dessa dinâmica. Com isso no centro, somos capazes de inovar, abrir novas conversas e criar novos negócios. E tudo isso de forma ágil. Mas vale ressaltar que agilidade não é pressa e nem caos — agilidade é desenvolver ambientes que propiciem que as decisões sejam tomadas com maior convicção. 

Sem conhecimento e informação não existe agilidade efetiva, pois as decisões correm o risco de não se basearem em argumentos corretos. Às vezes é preciso botar a bola no chão e investir um pouco de tempo analisando o cenário. Faz toda a diferença. 

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