Women to Watch aponta tendências de liderança para 2026
Aprendizado, cuidado, inclusão, confiança e intuição despontam como temas transversais para a gestão de times e empresas

(Crédito: Shutterstock)
Em um cenário marcado pela aceleração e complexidade, liderar em 2026 exigirá mais do que repertório técnico ou capacidade de execução. A partir do nosso repertório de conteúdo, a plataforma Women to Watch elencou algumas tendências que guiarão as lideranças frente a um futuro incerto, combinando a intuição, a humanidade com o cuidado, o uso consciente da tecnologia e a coragem para sustentar uma visão.
Trata-se de um movimento que reposiciona o papel da liderança: menos centrado em controle e performance imediata, e mais comprometido com impacto, confiança, inclusão e construção de futuros sustentáveis. Confira:
1. Liderança como curadoria de foco
As lideranças caminham para um modelo menos orientado a “fazer mais” e mais comprometido com escolher melhor. Priorizar, dizer não, eliminar complexidades e proteger energia passam a ser competências centrais. O tempo aparece como ativo crítico, e a execução do essencial como vantagem competitiva.
2. Aprendizado contínuo
Aprender deixa de ser diferencial e se consolida como requisito básico. Não se trata de dominar tudo, mas de entender o suficiente para decidir melhor, especialmente em relação à tecnologia e à inteligência artificial. A liderança de 2026 aprende em movimento, testa, erra e ajusta.
3. Tecnologia como meio
IA, dados e automação aparecem como infraestrutura, não como protagonismo. O diferencial competitivo está na capacidade humana de transformar informação em estratégia, contexto e criatividade. O discurso converge para o uso consciente da tecnologia, com governança, clareza e propósito.
4. Humanidade, escuta e presença
Em oposição ao excesso de ruído e hiperconectividade, cresce a valorização da presença real, da escuta ativa e da criação de ambientes emocionalmente seguros. Liderar em 2026 envolve atenção às pessoas, leitura de contexto e sensibilidade para lidar com esgotamento, luto e vulnerabilidade.
5. Intuição legitimada como inteligência estratégica
A intuição não é mais encarada como algo subjetivo ou informal e é reconhecida como síntese de repertório, experiência e leitura de risco. Em diálogo com dados, ela ganha espaço como ferramenta legítima de decisão em ambientes complexos e incertos.
6. Liderança ancorada em redes, alianças e ecossistemas
O mito da liderança solitária perde força. Construir redes antes da urgência, formar alianças estratégicas e atuar em ecossistema aparecem como práticas estruturais para sustentar decisões, crescimento e impacto, sobretudo entre as mulheres. Conexões passam a ser vistas como infraestrutura.
7. Inclusão como estratégia de negócio
Diversidade, inclusão e equidade surgem associadas a resultado, inovação e sustentabilidade, e não mais como pautas paralelas. A liderança de 2026 assume responsabilidade ativa por abrir caminhos, corrigir distorções estruturais e transformar visibilidade em legado, caso faça sentido para os negócios. Se não fizer, melhor não ter o discurso.
8. Saúde física, mental e longevidade integradas à performance
Cuidar do corpo, da mente e da saúde social deixa de ser tema pessoal e entra na agenda estratégica. Liderar bem em 2026 exige constância, clareza e energia sustentada ao longo do tempo, não picos de produtividade.
9. Coragem para sustentar visão
O contexto exige, inevitavelmente, revisão de rotas, decisões difíceis e instabilidade. Ganha valor, então, quem consegue sustentar visão, valores e coerência, mesmo sob pressão, sem esperar condições ideais.
10. Redefinição de sucesso, impacto e legado
Emerge uma revisão profunda do que significa vencer. Sucesso passa a ser medido não apenas por crescimento, mas por impacto, consistência, ética e transformação coletiva. Liderar em 2026 é pensar além do resultado imediato e assumir responsabilidade sobre o futuro que se constrói.
11. Ignorância assumida, erro previsto
Frente a um cenário cada vez mais complexo e acelerado, lideranças têm reconhecido que não saber tudo deixou de ser fragilidade e se tornou ponto de partida estratégico. A performance passa a depender da capacidade de articular times diversos, especialistas, tecnologias e sistemas inteligentes para construir soluções melhores. Nesse contexto, o erro vira parte do processo: inovar pressupõe testar, ajustar e, inevitavelmente, errar no caminho, com consciência, mentalidade de aprendiz e responsabilidade.
12. Confiança como base
Dada a velocidade da circulação de conteúdos e a crescente disseminação de desinformação online, a confiança surge como elemento fundamental, ou ainda, como objetivo de qualquer negócio ou relação. Seja no fomento de relações entre líderes e liderados ou na construção de vínculos entre marcas e clientes, a confiança tornou-se um pilar estratégico para a sustentabilidade das empresas.
13. Direito à desconexão
Seja por meio de ações, experiências ou ativações presenciais, pelo estabelecimento de rotinas e práticas de gestão, ou ainda, por um desejo individual, o direito à desconexão desponta como tema que confronta um mundo regido pela alta performance, velocidade e presença digital. Os colaboradores e clientes clamam por momentos fora das telas. Estabelecem metas de ano novo para diminuir o tempo de tela, e os líderes e empresas que não respeitarem este desejo podem enfrentar uma onda de falta de engajamento.
14. Autenticidade brasileira
Brasil como um dos países mais criativos do mundo na publicidade. O cinema nacional sendo reconhecido em premiações internacionais. A brasilidade e tudo que é produzido pelo Brasil desponta como “tendência” no cenário internacional, o que abre uma janela de oportunidade para marcas que queiram reforçar e celebrar a cultura nacional. Na gestão de times, a diversidade de origens, com colaboradores do norte a sul de país, fomenta a criatividade e inovação.
15. Cuidado também é estratégia
O cuidado torna-se ativo estratégico para empresas que buscam longevidade e que possuem responsabilidade com a agenda ESG. E ele se expressa de várias maneiras, seja a preocupação com o meio ambiente ou com o impacto social. Ou o cuidado com a transparência frente a stakeholders importantes, e com as pessoas nos diferentes times. A responsabilidade com o outro torna-se imperativo para a construção de futuro sustentáveis.