AI-timismo
Este ano, o assunto que domina painéis, palestras e discussões é o papel da Inteligência Artificial
Uma característica marcante do Cannes Lions é o olhar para o passado: um recorte dos melhores trabalhos da indústria no último ano. Mas, para além das celebrações, toda edição é pautada por um grande tema.
Na contramão da sua natureza, o festival vem mirando o futuro. Este ano, o assunto que domina painéis, palestras e discussões é o papel da Inteligência Artificial.
Diferente do ano passado, quando o tema trazia um clima de tensão no ar, agora palestrantes e líderes da indústria demonstram uma visão otimista. Muitos já apresentam casos de uso práticos e projeções de como a IA, funcionando como ferramenta, pode potencializar a criatividade e os processos das agências. O consenso? O fator humano é indispensável nessa equação — seja pela curadoria, pelo repertório ou pela capacidade única de conectar pontos não óbvios.
Estes foram alguns dos insights mais relevantes e otimistas do primeiro dia:
Intuição humana: O nosso maior diferencial.
O imperfeito será o novo perfeito: A autenticidade ganha valor.
Pessoas no centro: O ser humano é o início e o fim do processo.
O filtro da Geração Z: Os jovens já distinguem o que é feito por IA e valorizam o toque humano.
Protagonismo: Seja o mediador da conversa, não o mediado.
Usar IA para otimizar e enriquecer dados nunca foi novidade na MRM — está no nosso DNA. A grande virada é que agora, integrados à Omnicom, ganhamos o reforço do Omni. Essa plataforma proprietária conecta dados, mídia, CRM, e-commerce e criatividade em um único fluxo de trabalho. O resultado? Rompemos os silos. Toda a estratégia de uma campanha passa a rodar sob a mesma inteligência, garantindo que cada disciplina fale exatamente a mesma língua.
A verdade é que, assim como aconteceu na chegada da internet, não podemos ignorar a IA. Mas se você dominar a ferramenta, ela trará potência ao seu trabalho, e não a sua obsolescência.