Borboletas no estômago não têm prompt
Cannes mostra que a IA transforma o processo, mas ainda não substitui o risco envolvido em criar
Vou ser sincera. Tentei escrever este texto com ajuda de IA e não deu certo. E isso prova justamente o ponto que quero trazer: IA não tem sentimento e, por tanto, o processo criativo precisa vir de um cérebro humano.
Não sou anti-IA, pelo contrário, mas acredito que a inteligência artificial está aqui para nos ajudar a facilitar o processo, não fazer o processo. E, claro (e que bom), em Cannes não tem sido diferente. Não à toa que Hiroyuki Yoki, diretor de data science da Accenture, disse no painel sobre tendências para os próximos 18 meses que “the courage is the human skill that better shapes a good idea”.
Porque no fim das contas, a IA não sente medo. E quem não sente medo não precisa de coragem. IA processa, combina e otimiza, mas a decisão de ir com uma ideia que dá borboleta no estômago ainda é inteiramente humana.
Uma ideia foda faz você sentir. E isso não tem prompt.