Sergio Gordilho e Marcio Santoro renegociam ações da Africa com Omnicom

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Sergio Gordilho e Marcio Santoro renegociam ações da Africa com Omnicom

Copresidentes estão em tratativas com a holding para nova empreitada que inclui a agência, terceira maior em compra de mídia e líder em reputação criativa do País


11 de julho de 2022 - 8h33

Atualizada às 9h50

Copresidentes Gordilho e Santoro avisaram clientes sobre tratativas com o Omnicom, conversam também com outros grupos e podem adicionar mais sócios e empresas à empreitada

Estão em fase avançada as renegociações para mudanças nas participações acionárias dos contratos entre os copresidentes da Africa, Sergio Gordilho e Marcio Santoro, e o grupo Omnicom, que detém o controle da agência. Os dois publicitários brasileiros pretendem manter o comando de um novo negócio, que deve surgir dessas tratativas, e incluiria a marca Africa, mas com nova configuração acionária.

A informação foi revelada pela edição semanal de Meio & Mensagem que circula nas versões digital e impressa para assinantes, desde a noite de sexta-feira, 8. Os principais clientes já estão cientes das negociações. A agência atende Ambev, Itaú, Vivo, Natura, BRF, Azul Linhas Aéreas, Vibra Energia, Vale, Kraft Heinz e Marisa. Um dos aspectos que ampara o movimento liderado por Gordilho e Santoro é justamente o fato de a Africa não ter quase nenhum cliente mantido por alinhamento internacional com a rede DDB ou o grupo Omnicom. A maioria dos anunciantes atendidos é formada por empresas nacionais ou companhias sediadas no exterior, mas comandadas por executivos brasileiros. Embora os dois publicitários tenham conversado com outros grupos globais, inclusive durante o Cannes Lions, no mês passado, a expectativa é a de que o Omnicom se mantenha como parceiro na nova empreitada da dupla brasileira. Também estão nos planos a adição de outros sócios e de mais empresas.

Ligada localmente ao Grupo ABC e à rede DDB, a Africa tem cerca de 300 funcionários, é a maior operação do Omnicom no País e a terceira no ranking nacional de compra de mídia, atrás de WMcCann e Publicis, de acordo com dados do Cenp-Meios. A Africa é também a agência brasileira de melhor desempenho criativo nos últimos anos, de acordo com os principais festivais nacionais e internacionais. No Ranking M&M, que faz o consolidado anual desses eventos, a agência liderou as listas relativas a 2021, 2020 e 2019. No Cannes Lions, a Africa foi a brasileira mais premiada em 2022, 2021 e 2018.

Sergio Gordilho e Marcio Santoro são fundadores da Africa, que inauguraram em 2002, na época sob liderança de Nizan Guanaes e tendo o Omnicom como sócio minoritário. Em 2015, a participação da holding norte-americana era de cerca de 15%, quando foi concretizada a compra pelo Omnicom de toda a operação brasileira do Grupo ABC, na ocasião comandado por Nizan Guanaes e Guga Valente, negócio que incluiu a Africa. Desde então, o grupo internacional tem o controle acionário da empresa.

Oficialmente dividindo a presidência da Africa desde 2010, Sergio Gordilho e Marcio Santoro ganharam ainda mais relevância dentro da operação brasileira do Omnicom após as saídas de Nizan e Guga. Ao conseguirem não só manter o sucesso da agência, mas melhorar sua performance, Gordilho e Santoro colocaram definitivamente seus nomes entre as principais duplas da história da publicidade brasileira, que tem vários outros exemplos vencedores de dobradinhas entre executivos de negócios e criação. No Caboré, por exemplo, Gordilho e Santoro foram reconhecidos como profissionais de criação e atendimento, e, posteriormente, ambos receberam o troféu de Dirigente da Indústria da Comunicação.

Pertencem ao Omnicom outras duas grandes agências brasileiras, a Almap-BBDO e a Lew’Lara\TBWA, que também ganharam reputação com esta combinação na liderança: Marcello Serpa e José Luiz Madeira, na Almap, e Jaques Lewkowicz e Luiz Lara, na Lew’Lara. Ao contrário de outras holdings internacionais mais intervencionistas, como WPP e Publicis, que nos últimos anos fizeram movimentos importantes para ganhos com sinergia entre suas operações, o Omnicom tem fama de dar mais liberdade às suas redes e agências. O movimento recente mais importante do Omnicom no mercado brasileiro também se deu dentro do Grupo ABC, com a volta da marca DM9, relançada no início do mês passado a partir da fusão entre SunsetDDB, TracyLocke e Track. A DM9 havia saído do mercado no final de 2018, quando suas operações foram absorvidas pela SunsetDDB.

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