Bullet suspende atividades da Responsa

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Bullet suspende atividades da Responsa

Agência internaliza atividades do braço voltado para as comunidades periféricas

Isabella Lessa
22 de maio de 2020 - 15h44

Nota atualizada às 19:47

Da esquerda para a direita, a equipe da Responsa, braço da Bullet que encerrou atividades: Renato Melo, Mariane David, Lara Lages, Iara Maia, Enio Xavier e Samuel Gomes(Crédito: Divulgação)

A Bullet internalizou a operação da Responsa, braço voltado ao desenvolvimento projetos e campanhas para as comunidades periféricas. Criada em setembro do ano passado, a agência era formada por profissionais que vieram, justamente, dos chamados novos centros urbanos.

Segundo Samuel Gomes, que deixa o posto de head de criação da Responsa, a decisão foi comunicada pela Bullet nesta sexta-feira, 22, depois de a agência ter feito “o possível para manter todos os funcionários trabalhando”. “Desde que a Covid-19 chegou ao Brasil, sabíamos que nossa área seria uma das primeiras a serem atingidas”, afirma o profissional. A empresa irá internalizar o projeto e voltará a contratar profissionais exclusivamente dedicados à iniciativa assim que a situação econômica do País se restabeleça.

A equipe da agência era formada, além de Gomes, por Iara Matias Maia, gestora de projetos, Lara Thais de Souza Lages, gerente de conteúdo, Enio Moreira Xavier da Silva, planejamento criativo e estratégico, Mariane Paula David, planejamento financeiro, Anderson Renato Melo da Silva, criação, Felipe Garreto de Souza, criação, Larissa March e Matheus Lopes da Silva, jovens aprendizes.

Semanas antes de a Bullet internalizar a operação, o quadro de funcionários contava somente com Gomes, Enio e Felipe.

Ao longo dos oito meses em atividade, a Responsa focou em levar a pauta da diversidade e inclusão para o universo das marcas. Um dos trabalhos recentes foi a pesquisa “Coronavírus na Periferia”, que se aprofundou sobre como as periferias estavam encarando a pandemia para nortear as ações das marcas para esses públicos.

“Cada periferia tem hábitos próprios, tanto que os chamamos de novos centros urbanos. Queremos que as marcas entrem de forma mais genuína. Por exemplo, qual periferia tem o maior consumo de games? O mais legal, nesse período, é que todo mundo sentiu essa diferença. A Bullet era formada por pessoas héteros, cis e brancas. Por isso, agradeço à Monique, ao Aldo, ao Edu Andrade, ao Mentor Neto e tantos outros por acreditarem nesse projeto”, afirma Gomes que, no momento, está se dedicando a freelas de motion graphics.

Em março, o profissional falou sobre a combinação entre curadoria humana e tecnologia na gestão de comunidades ao podcast Next Now, de Meio & Mensagem.

*Crédito da imagem no topo: Divulgação

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